Com roteiros de Alessio Esteves e arte de Lobo Loss, segunda edição da HQ que mistura cyberpunk e faroeste faz campanha de financiamento coletivo

DestiNation #1 apresentou o mercenário ciborgue Jeff Van Cypher, suas motivações e parte de sua busca de vingança contra o cyberxamã Don Juan. O antagonista é citado algumas vezes, mas não chega de fato a aparecer. DestiNation #2 chega para suprir esta “lacuna”, expandindo o cenário com novos elementos e personagens.

Trazendo mais uma vez roteiros de Alessio Esteves (Zikas, Despacho, Na Quebrada e outras obras) e arte de Lobo Loss (O Mundo de The Witcher – Old Dragon), o álbum tem 48 páginas em tons de sépia com detalhes coloridos e formato americano, com três histórias completas:

Pássaro Azul – Uma caçada a bandidos dá errado e Van Cypher vai precisar da ajuda de um índio hacker para escapar;

Pé na estrada – A caminho de um novo serviço, motoqueiros tentam roubar o combustível de Smut, a montaria de Van Cypher;

Na teia do Aranha – Um terrorista geneticamente modificado está atacando os trilhos da Kismet e Van Cypher é contratado para capturá-lo.

Além de DestiNation #2, será possível adquirir também o volume #1, outras obras de Alessio Esteves e prints e artes exclusivas de Lobo Loss.

Mais detalhes sobre a obra, campanha e recompensas, clique aqui.

 

 

Brincando com a Morte

Publicado: 6 de maio de 2019 em Ocultismo
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(Originalmente publicado no Medium em 14/10/2015)

 

“As pessoas tem uma ideia errada sobre Magia Negra”, ele disse, do alto de sua Sabedoria. “Acreditam que tem a ver com maldade e destruição”, continuou explicando para os belos e atentos olhos que o observavam. “Mas tem ver com Morte. Morte e Renascimento. E vou usar dela para matar meu Ego”, ele arrematou.

Acreditou que sabia o que estava fazendo. Acreditou que estava no controle. E, sem saber as conseqüências de seu intento, deu início à jornada que mudaria tudo. De uma maneira que jamais teria imaginado. E, acreditem, sua imaginação era deveras fértil.

Existem caminhos óbvios, já utilizados por muitos. E o fato de ter um mapa não quer dizer que o este mesmo caminho será fácil ou reconhecível para quem nunca o percorreu. Mas acreditamos piamente que aquelas letras escritas em árvores mortas podem fazer da caminhada mais fácil. Ele ao menos acreditou. E se pôs a percorrer o caminho.

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Arte por Lobo Loss.

Creio não ser segredo para ninguém que amo eventos de quadrinhos. Além dos fatores da grana da sua arte entrar na hora, é muito bacana ver as reações espontâneas das pessoas ao verem suas obras e a troca de vivências e experiências com outros artistas. Cansa? Muito, mas sempre vale a pena.

Antes de produzir minhas próprias obras, participei de muitos eventos como vendedor para editoras e livrarias, e isso me ajuda MUITO a vender meu trabalho. E uma das lições mais importantes foi a de criar um punch-line para cada obra. Chamo de punch-line um resumo de um livro, gibi ou filme, dito de modo a chamar a atenção de um potencial comprador para a obra em questão. Dependendo do produto, é massa criar mais de uma punch-line, assim você consegue vender para as mais diversas pessoas.

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Ano passado eu e o Raphael Fernandes desbloqueamos um achievement do qual ficamos muito orgulhosos: publicamos uma HQ nossa na Dragão Brasil. E não foi qualquer HQ não, foi uma história de Zikas, que criamos juntos e publicamos pela Draco. junto com os artistas Júnior Silveira e Ferreira Júnior.

Como hoje é Dia do Quadrinho Nacional, resolvemos comemorar compartilhando esta história com vocês. Divirtam-se com a leitura, porque foi bem divertido fazer!

Curtiu? Você pode adquirir os dois volumes de Zikas aqui!

Eu devia ter meus 12-13 anos na época, ou seja, início dos anos 1990 Tinha não só descoberto o mundo mágico da masturbação, como também a “Sexta –Sexy”, programa de filmes soft porn que passa na noite de sexta-feira (dãããã…) da Rede Bandeirantes.

Um dia prometo escrever sobre a aventura que era se masturbar na sala de casa debaixo das coberta e com o controle da TV na outra mão, mas o assunto aqui é outro: o Disque-Sexo.

Durante os intervalos dos filmes passavam algumas propagandas com mulheres lindas e gostosas interpretando personagens-fetiche (empregada, professora, enfermeira…) e convidando você a ligar para elas para um papo quente, 24 horas por dia.

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Quando era criança, sempre tive fascínio pela figura do Tiozão de Bar. Ele parecia fazer parte de uma espécie irmandade não-oficial, onde todos se encontravam sem combinação prévia e trocavam amenidades sem abordar profundamente nada, em uma espécie de busca por algo que os distraísse de uma provável rotina de merda no trabalho ou em casa.

A maneira também como o bar os trata é algo quase comovente. Não apenas sabem os nomes de cada um, como também suas bebidas, petiscos e lanches favoritos, de modo que seu pedido chega no balcão ou mesa antes mesmo de ser solicitado.

Aqui cabe abrir um parênteses.

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Comer nas ruas é um eterno tentativa e erro. Não estou falando de redes de fast food ou de restaurante, mas de barraquinhas, quiosques e padocas nas ruas e terminais urbanos de ônibus e trens. Ao mesmo tempo em que a oferta é alta, a qualidade varia muito, e só dá para saber o que te espera do jeito tradicional: comendo.

Para aumentar ainda mais a tensão, nem todos os locais são bons em tudo. Em um a coxinha é meia boca, mas o risólis é maravilhoso. Em outro o hamburgão é pura massa, mas o cachorro-quente é profissional. Então, além de comer nos mais diversos locais, temos que comer os mais diversos tipos de quitutes.

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Toda vez que vou cortar o cabelo, aproveito e dou um tapa na barba também. Nenhuma das operações é muito complexa. Já faz alguns anos que passo a máquina dois na cabeça e tento deixar os pelos do rosto menos despontados, já que a barba é relativamente grande. Como é difícil achar atualmente locais bons e baratos para fazer ambos ao mesmo tempo, acabo indo nestas “barbearias modernas”.

E o problema de ir nestes lugares é que tu quer somente arrumar o cabelo e a barba e aí vem o maldito conceito de EXPERIÊNCIA. O local é mesmo tempo vintage e contemporâneo, com decoração “rústica”, mas tem bar, vídeo game, fliperama, pebolim, mesa de pôquer. Todos os barbeiros são jovens tatuados que ficam puxando papo durante o trabalho e temos a única mulher do recinto na recepção. Tudo bacana, tudo lindo… e tudo incluso no preço do corte do cabelo e da barba. Ainda bem que faço isso a cada dois meses.

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Aproximando a literatura brasileira com grandes jornadas de fantasia, o álbum em quadrinhos Romaria mostra a jornada da pequena Délia em busca de água para sua família. Inspirada pelas histórias heroicas que ouvia de sua avó todas as noites, a jovem sai de em uma missão que vai mudar para sempre a sua vida.

Com roteiro de Jun Sugiyama (Gibi Quântico, Kimera – A Última Cidade, ExE, Japow!, entre outros) e arte de Alexandre Carvalho (Gibi Quântico), o álbum está na reta final de sua campanha no Catarse e tem lançamento programado para o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) deste ano, que acontece de 30/05 a 03/06 em Belo Horizonte.

Bati um papo com o Jun sobre projeto, quadrinhos e a vida, o universo e tudo mais.

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HISTÓRIA

Vindo de uma família de proeminentes magos da Cidade-Estado de Blesses, o jovem Mikhail Tremere não possuía o menor talento para a Magia. Por mais que estudasse e praticasse, não conseguia realizar o menor dos efeitos. Frustrado, voltou todas as suas forças para outra fonte de poder: a política.

Como sua família era bem relacionada, conseguiu um emprego como fiscal no porto de Blesses. Conhecia as leis e suas brechas como poucos, e logo passou a atuar junto aos mercadores que gostariam de “pagar menos” por suas mercadorias e até mesmo traficantes diversos.

Com sua eficiência e discrição, Tremere foi galgando postos e em poucos anos tornou-se Gerente Geral, sendo responsável por tudo o que ocorria no porto do Blesses. Usou isso para controlar o comércio não só local, mas de vários outros que dependiam deste importante posto comercial, e com isso foi criando uma espécie de poder paralelo na cidade e além, sem que as autoridades percebessem.

Mas estar à margem do poder oficial era algo que sempre incomodou Tremere, de modo que ele passou a trabalhar para se tornar regente de Blesses. Porém, a regência na cidade, exercida pela família Silver, era hereditária, e com isso o máximo que ele conseguiu foi o cargo de Mentor, o principal conselheiro do regente. Mudavam os regentes e o mentor permanecia, de modo que Tremere  passou a usar seus contatos e cobrar favores para de fato comandar a cidade.

Quando alcançou idade avançada, sua mesquinhez atingiu o ápice. A magia já havia lhe sido negada e, agora que a morte se aproximava, não conseguiria ser mais do que um mentor. Não poderia morrer assim e passou a buscar maneiras e prolongar sua existência.

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