(isso veio para em minhas mãos em Outubro de 2018 e, na época, foi publicado no meu Medium)

“ASSOCIAÇÃO PARA A ANARQUIA ONTOLÓGICA

MANIFESTO 23 — DOS RUMOS DO NOVO AEÓN

Ondas de orgônio tem chegado até nós, obrigando-nos a descer de Alamut & manifestar certa preocupação com os rumos do que convencionou-se chamar de Realidade & o papel dos auto-intitulados Caoístas nisso tudo.

O novo Aéon pode ser tanto uma Era de Liberdade Individual quanto uma Era de Opressão Coletiva, & cabe a cada um de nós combater de forma ferrenha, criativa & consciente as forças que querem oprimir nas mais diversas esferas de nossas vidas.

Portanto, declaramos que cada um que age contra a Liberdade como nosso inimigo & sofra as consequências de suas escolhas.

Aliados, sabemos quem vocês são & as forças de Kali & Éris & Tiamat & Saci-Pererê & Shiva & Yemanjá & Semar & Eros & Eleggu & Ganesh & Pã & Baphomet & Babalon & Hermes & Loki & Loro Kidul & Tara & Raven estão com vocês.

Nós só queremos tudo. E queremos agora. :::

(Nossos agradecimentos à Associação Filhos do Caos, Colégio Invisível, à S:.H:.I:.M:.O:. e à Aakhya Haitan pelos esclarecimentos)”

A associação entre cores e estados de espírito ou de consciência, por mais que mude de cultura para cultura, é algo que sempre foi presente no imaginário humano. Na Natureza temos os casos de flores e plantas que adotam cores chamativas para facilitar sua polinização ou de animais que fazem uso delas para atrair parceiros ou intimidar oponentes e predadores. Não é difícil intuir que tudo isso começou para nós humanos com a observação e imitação destas práticas.

Esta imitação evoluiu para ramos muitos distintos como Cromoterapia, Arte, Design, Marketing e, claro, práticas ocultistas. Assim como existem diversos estudos sobre como o uso e combinações de certas cores podem causas efeitos assim ou assado em quem interage com elas, também existem estudos associando cores a signos, escolas mágickas, estudos e práticas. E tanto aos estudos mundanos quanto práticos por diversas vezes acreditam em coisas diferentes, que pode ser complementares ou completamente excludentes.

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“Arrependimentos não valem merda nenhuma”.
 
Não sei… Eu tenho uns quantos arrependimentos e estou começando a achar que o Matt tem razão.
 
Mas de que adianta? O medo e a miséria e a tristeza e a angústia que senti ao longo dos anos por tudo o que fiz, tudo acaba esta noite, e nada pode mudar isto.
 
Ainda tenho uma três horas. É tempo suficiente para vir até aqui. Estou aqui porque ainda tenho coisas a dizer para certas pessoas. Talvez queiram me ouvir. Talvez não.
 
Quero que saibam que tudo isso sempre disse a respeito a vocês. Não à Magia ou aos demônios ou qualquer outras coisa, mas a vocês.
 
O poder de vocês é como a Magia, porque não existe a não ser que as pessoas acreditem nele. E de certa forma foi contra isso que lutei ao longo destes anos. Contra essa crença.
 
Tudo o que eu queria era que o mundo se livrasse de criaturas como vocês, não importa se estão no Parlamento, no Senado, na Junta, no Céu ou no Inferno.
 
Talvez não adiante. Talvez as pessoas sejam pequenas e assustadas demais para conquistar a liberdade. Talvez queiram vocês bem aí, cagando em cima da cabeça de todo mundo. Mas, como um vendedor ansioso para explorar o mercado e os clientes, vocês parecem ansiosos para explorá-las.
 
Ah, que se foda. Vão todos se foder.
 
Só para constar, o inimigo sempre foram vocês. Então vocês vão ouvir o que tenho a dizer: Matt tinha razão.
 
Eu não tenho vergonha.
 
Eu não tenho vergonha”.
John Constantine, “Hellblazer: Do meu jeito – Hábitos Perigosos, Parte 4”. Texto de Garth Ennis

Poesia – 1

Publicado: 28 de maio de 2020 em Literatura & Artes
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Poesia ruim.

Escrita para cobrir uma meta de toques.

Esforço Digno ou enrolação?

Não interessa.

O negócio é escrever.

Teclar.

Teclar .

Teclar.

Teclar.

Quantos anos desde o último poema?

Esperava algo realmente bom disso?

É um começo.

Um primeiro passo.

Deixemos rolar…

(Publicado originalmente no Medium em 26/02/2019)

Embora eu não sinta que seja de forma alguma necessário dizer-lhe o que penso sobre o princípio da individualidade, sei que precisarei passar o resto da vida expressando isso de uma forma ou de outra, e acho que obterei resultados melhores se o fizer através das teclas de uma máquina de escrever em vez de permitir que ele se expresse por conta própria em explosões repentinas de violência frustrada. Não quero dizer que estou prestes a expor minha doutrina aqui nesta página, mas somente afirmar, pela primeira vez na vida com sinceridade, minha crença no homem como indivíduo e entidade independente. Não se trata, é certo, de independência no senso comum do termo, mas de uma liberdade e mobilidade de pensamento que poucas pessoas são capazes — ou nem sequer ter coragem — de atingir.

Hunter S. Thompson, em uma carta a Joe Bell, outubro de 1957

Assim como é burrice escrotizar publicamente o Felipe Neto após esta carta aberta (ou vídeo aberto, sei lá), é burrice pensar em FRENTE AMPLA DE ESQUERDA com ele dentro, como Boulos tem feito. Uma coisa é uma frente ampla contra o Bolsonaro, outra coisa é achar que o Felipe Neto veio pra esquerda, porque ele não veio.

Para o objetivo FORA BOLSONARO o Felipe Neto é útil e necessário, mas não podemos esquecer nunca que, passando isso, eles (Felipe Neto, imprensa, empresários, etc) vão apoiar com força um Dória, Luciano Huck ou algum outro maluco “de centro” que surgir e voltaremos a ser os vilões de sempre.

Mas, como tentar tirar o Bolsonaro no momento é essencial para a nossa sobrevivência (e aqui estou sendo literal), acho que estas críticas ao Felipe Neto e afins tem que ser feitas, de maneira crítica, dentro dos espaços de discussão da Esquerda.

Para reflexão prática, o podcast da Folha de hoje entrevistou ex-bolsonaristas. Eles não se arrependem de terem votado no Bolsonaro contra o PT e votariam de novo no Bolsonaro se o segundo turno fosse hoje. Vocês podem ouvir aqui.

“Ah, por isso temos então que construir alternativas ao PT”!

Ô se temos, mas qualquer um que vá para o segundo turno com o Bolsonaro vai ser taxado de comunista e petista (até porque as chances deste adversário pessoa ter apoio do PT em um eventual segundo turno em 2022 segundo turno são altas), então o buraco é bem mais embaixo. Para este povo, Dória, Alckmin, Moro, FHC e afins são petistas.

Vou aqui citar a Marina Silva com MUITA dor no coração, mas o caso do Felipe Neto pede “apoio crítico”. Tamo junto, mas sem cheque em branco.

(Este post é um fichamento de um texto de Phil Hine . O texto original está disponível aqui)

ARGUMENTOS DO AUTOR

O autor parte do argumento de que tudo ao nosso redor evolui (ciência, literatura, arte) e logo com a magia não poderia ser diferente. Dentro dessa premissa, a Magia do Caos seria o próximo passo na cadeia evolutiva da magia. A ela cabe esse papel pois é um estilo mágico que, assim como o mundo atual, se adapta as crescentes mudanças sociais e também ao cotidiano de cada indivíduo. “Enquanto outros sistemas mágicos prometem estabilidade, um tempo fixo e um universo ordenado e todo fechado, a Magia do Caos se modifica com a fusão e fluidez da vida moderna”. (pág.1)

A Magia da Caos surge no fim dos anos 70, junto com o movimento punk e um ressurgimento do anarquismo, num conjunto que visava abalar o status quo da época. Soma-se a isso o surgimento da Teoria do Caos , da Matemática do Caos sua aceitação como nova ciência e a popularização do termos “caos” . “Nós não rejeitamos a cultura moderna, nós a aproveitamos” (pág.1).

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(Este post é um fichamento de um texto de Peter J. Carrol. O texto original está disponível aqui)

ARGUMENTOS DO AUTOR

Quem teria iniciado esse processo foi o mago inglês Aleister Crowley, que desenvolvendo um método mágico mais “científico”, começou um intenso combate contra o monoteísmo. “A realização maior de Crowley, além de sua moralidade futurística, foi desenterrar poderosas técnicas do Tantra Ioga, Gnosticismo, Taoísmo e Xamanismo” (pág.2). Porém ele teria falhado ao dogmatizar sua visão de mundo e atribuir que os resultados de suas experiências à entidades de origem extra-humana. Então quem realmente aproximou a magia da ciência, desenvolvendo uma metodologia não dogmática foi Austin Osman Spare.

Valendo-se de um mínimo de hipóteses, ele desenvolveu uma Magia
a partir de sua própria memória e subconsciente raciais. Independentemente
de sistemas complexos, ele desenvolveu técnicas efetivas de encantamento
e sigilização que requeriam somente a linguagem e figuras ordinárias. (pág.1)

O trabalho de Spare compõe a ponte entre a Magia Antigatrazida a luz por Crowley
– cujo apelo, poder e potencial de liberação se derivava mais por seu estiloreligiosa
anti-religião– e a Nova Magia, por sua vez, caracterizada justamente por ser
uma ciência anti-científica. (pág.1)

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                                          Gibi Quântico #1 – Capa de André Diniz

Em 2012, já escrevia para a versão 2.0 deste meu blog publicando algumas novelas, contos, poesias e artigos diversos quando o Raphael Fernandes, na época editor da MAD, me perguntou porque eu não escrevia histórias em quadrinhos. Comentei que não sabia por onde começar e ele me sugeriu fazer um curso de roteiro na Quanta Academia de Artes, tanto para ver algumas técnicas quanto para conhecer gente do meio.

Topei e o curso foi muito melhor do que esperava. Ministrado pelo grande André Diniz, a maior lição de todas aquelas aulas foi “qualquer história pode ser um quadrinho” e aquilo, por mais óbvio que possa parecer, abriu a minha mente para inúmeras possibilidades. Mais do que te ensinar a fazer o roteiro em si (porque depois cada uma acha o seu formato de roteiro), ali aprendi como pegar qualquer ideia e deixá-la na linguagem das HQs. Ao final curso, todos produziram uma HQ. Querendo fugir de super-heróis, sayajins e coisas do tipo, criei o primeiro capítulo do que seria um promissor mangá shoujo, mas esta obra (ainda) não saiu do papel (desculpas, Naty).

A turma que eu cursei foi a segunda sob a batuta do André e, em 2013, acabei sabendo através do Raphael que a primeira estava produzindo uma coletânea chamada Gibi Quântico e com dificuldades para escrever um release. Como sou formado em jornalismo, acabaram me chamando para ajudar. Aí lembraram que também era roteirista, também fui aluno do André Diniz e me chamaram para participar da coletânea. Claro que aceitei.

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Com roteiros de Alessio Esteves e arte de Lobo Loss, segunda edição da HQ que mistura cyberpunk e faroeste faz campanha de financiamento coletivo

DestiNation #1 apresentou o mercenário ciborgue Jeff Van Cypher, suas motivações e parte de sua busca de vingança contra o cyberxamã Don Juan. O antagonista é citado algumas vezes, mas não chega de fato a aparecer. DestiNation #2 chega para suprir esta “lacuna”, expandindo o cenário com novos elementos e personagens.

Trazendo mais uma vez roteiros de Alessio Esteves (Zikas, Despacho, Na Quebrada e outras obras) e arte de Lobo Loss (O Mundo de The Witcher – Old Dragon), o álbum tem 48 páginas em tons de sépia com detalhes coloridos e formato americano, com três histórias completas:

Pássaro Azul – Uma caçada a bandidos dá errado e Van Cypher vai precisar da ajuda de um índio hacker para escapar;

Pé na estrada – A caminho de um novo serviço, motoqueiros tentam roubar o combustível de Smut, a montaria de Van Cypher;

Na teia do Aranha – Um terrorista geneticamente modificado está atacando os trilhos da Kismet e Van Cypher é contratado para capturá-lo.

Além de DestiNation #2, será possível adquirir também o volume #1, outras obras de Alessio Esteves e prints e artes exclusivas de Lobo Loss.

Mais detalhes sobre a obra, campanha e recompensas, clique aqui.