Sovellis Eliradar.

Sovellis Eliradar.

Filho único de uma família de embaixadores de Athelorn, o reino dos elfos, desde cedo Sovellis Eliradar viajou por todo o Império e além, conhecendo os mais diversos locais e povos. Mas o que realmente fascinava o jovem elfo eram as belas paisagens entre os locais que seu pai visitava e tomou a decisão de que veria o máximo que poderia daquilo caminhando com seus próprios pés, ao invés dos teleportes e transportes mágicos de sua família. Então, ao atingir a maioridade, Sovellis decidiu que seria um  ranger, assim poderia percorrer e proteger os cenários que tanto admirou em sua juventude.

Esperando que seu filho também fosse seguir carreira na política, inicialmente Ivellios Eliradar preocupou-se com sua escolha. Porém uma longe e agradável conversa tornou a escolha de Sovellis uma oportunidade de unir tanto a política quanto seu desejo por conhecer o mundo. O jovem elfo seria enviado para a capital do Império humano, Murin, aonde seria treinado pelos maiores heróis conhecidos, o Protetorado Imperial, e depois poderia partir para conhecer o mundo. O fato de tão importante embaixador élfico permitir que seu filho vivesse e treinasse com os heróis dos humanos era uma demonstração de boa vontade e convivência pacífica entre os dois povos.

Após passar pelo seu treinamento, Sovellis partiu junto com Asa Vermelha, seu falcão companheiro animal, em sua tão sonhada jornada. Ele agora era um ranger do Protetorado Imperial e patrulharia e protegeria as terras civilizadas em nome do Imperador. Após alguns anos de jornadas e boas aventuras, o que era para ser uma breve estadia na vila de Tored, próximo às fronteiras com as Montanhas do Extremo Mundo, mudou para sempre a vida do elfo.

Leia o resto deste post »

No Ano do Cervo 30 a.C, o Príncipe Mikal e o mago Wardoz retornaram a Murin, a capital do Império. Sua jornada de três décadas os deixou mais experientes, sábios e poderosos, de modo que haviam voltado prontos para assumir seus postos como Imperador e Mago Imperial.

Todos se alegraram com o retorno de Mikal e o Sumo-Sacerdote Dasmius de boa vontade devolveu o comando do Império ao seu legítimo senhor. Com os conhecimentos adquiridos em sua jornada, o príncipe começou a organizar a nova Guarda Imperial e iniciou a formação de um grupo de elite formado por heróis altamente capacitados, que agiriam como aventureiros oficiais da Coroa. O grupo foi batizado como Protetorado Imperial.

Durante a viagem do príncipe, Dasmius manteve as terras imperiais na mais perfeita ordem. A ausência de Sargon fez com que muitos dos servos do Mal permanecessem escondidos durante a feroz caçada a seu mestre, e todos puseram reconstruir sua vidas na capital em paz.

imperador mikal ethos

Imperador Mikal

Leia o resto deste post »

(Aviso: este cenário que uso atualmente em minha campanha de Dungeons & Dragons 3.5 é um misto de elementos do próprio D&D com Hero Quest, Tormenta e Fighting Fantasy, logo vocês encontrarão eventos, lugares e personagens deste quatros jogos e de muitos outros lugares. O mundo de Ethos está sendo compartilhado a pedido dos companheiros de dados da Ethernalys Role Playing & Games e tem a intenção de dividir com outros mestres e jogadores a experiência de criar um jogo a partir daquilo que gostamos em outros sistemas e cenários. Espero que gostem e fiquem à vontade para usar este elementos em seus jogos e campanhas!)

No Ano do Cavalo 85 a.C (antes o Caos), o nobre e poderoso arquimago conhecido apenas como Mentor sentiu que era o momento de procurar um novo Guardião para o Livro da Sabedoria. Um dos artefatos mais poderosos e valiosos de todo o mundo conhecido, este livro contém toda a história do que aconteceu e do que acontecerá, e dizem ter sido entregue ao seu primeiro Guardião pelos próprios deuses, que afirmaram ter encontrado esta obra quando acordaram. Suas palavras não são claras e não devem ser tratadas de forma leviana, de modo que o Livro da Sabedoria costuma ficar em locais de difícil acesso e somente é consultado por seu Guardião, o cargo mais importante de todo o Império. Mesmo o próprio Imperador jura lealdade e obediência aquele que guarda tão importante tomo.

Se houve algum Guardião do livro antes do Mentor, ninguém mais se lembra. Porém, guiado pelas palavras ali escritas, o ancião percorreu todo o continente em busca de um aprendiz. E na cidade de Khalos conheceu Sargon, um jovem de inteligência excepcional. Após conversar com os tios que cuidavam do rapaz, Mentor voltou com ele para Murin, capital do Império. Após apresentá-lo ao Imperador Arter e Aurin, o Mago Imperial, Sargon instalou o rapaz em seus aposentos e iniciaram os treinamentos.

Mentor, o antigo Guardião do Livro da Sabedoria.

Mentor, o antigo Guardião do Livro da Sabedoria.

Leia o resto deste post »

(Publicado originalmente no Universo Fnac em 13/06/2013)

last1

Um dos jogos exclusivos de Playstation 3 mais aguardos na época de seu lançamento, The Last of Us é um survival horror com perspectiva em terceira pessoa que busca ser muito mais do que andar e atirar nos inimigos. Levando o conceito de sobrevivência às últimas consequências, as armas são escassas, curar-se é praticamente impossível e a inteligência artificial dos inimigos está complexa.

A trama gira em torno da jornada de Joel e Ellie tentando atravessar os Estados Unidos após o país ser devastado por uma praga. Há cerca de 20 anos, um estranho fungo infectou grande parte da população humana, transformando-a em uma espécie de zumbis. O governo criou zonas de quarentena fortemente vigiadas e quem não quis sujeitar-se às novas e duras leis juntou-se em violentas gangues para proteger-se dos infectados.

Leia o resto deste post »

ian1

Quando falamos de grandes cenários e sistemas de RPG medieval, alguns nomes e personagens logo vem à mente. Para o pessoal mais das antigas, Forgotten Realms de Dungeons & Dragons é um cenários mais queridos de todos os tempos, com o grande mago Elminster, o elfo-negro herói Drizzt Do’Urden e o sinistro Vecna. Para os mais novos, e jogo nacional Tormenta e seu mundo de Arton trazem à mente nome como os grandes magos Talude e Vectorius, do grande herói Arkham Braço-Metálico e do infame Mestre Arsenal.

Mas, na minha jornada RPGística, o maior cenário de todos os tempo é Titan e seus três continentes de Allansia, Mundo Antigo e Khull. Os grandes magos do mundo são Nicodemus, Yaztromo e o Curandeiro, Chadda Darkmane é um baita herói e poucos vilões chegam aos pés do Arquimago e de Lord Azzur. Tudo isso embalado por um dos mais simples sistemas de RPG que vi na vida. Estamos falando do Figthing Fantasy, RPG inglês criado por Steve Jackson e Ian Livingstone e publicado atualmente no Brasil pela Jambô Editora.

Lorde Azzur, o sombrio ditador de Porto Areia Negra.

Lorde Azzur, o sombrio ditador de Porto Areia Negra.

Leia o resto deste post »

(Publicado originalmente no Mob Ground em 17/07/2013)

road1

“Já são quase três horas andando em uma estrada entre Botucatu e lugar nenhum. Mato seco em ambos os lados é tudo o que existe e o posto mais próximo está há pelo menos mais seis horas de caminhada. Sua água já acabou e seus lanches também. Uma torneira na entrada de um futuro empreendimento imobiliário proporciona mais um pouco de água. Dormir em algum canto à beira da estrada passa de possibilidade desesperada à opção bem plausível. Filhos da puta passam por você buzinando e rindo, mas ninguém para e oferece carona. Quando foi que passamos a ficar tão desconfiados uns dos outros? Então um treminhão para no acostamento por causa de um pneu furado e surge uma esperança de conseguir chegar em casa antes do anoitecer…”

É extremamente difícil para mim analisar o mais novo filme de Walter Salles somente pela película em si. Ainda mais na situação em que me encontro agora. Acabei de chegar e casa após ver o filme. Estou bêbado e continuo bebendo durante a produção deste texto. Saí do cinema e fui beber em plena Rua Augusta em companhia de um contador que atua como clown em hospitais, de um diretor/produtor de cinema gay e de uma atriz de teatro recém-formada e deslumbrada, sem saber do monte de merda que a aguarda. Jack Kerouac é um dos meus escritores favoritos e On the Road só não fodeu minha cabeça porque quando li o livro já tinha feito mais da metade das merdas que rolam ali. Tudo bem que Vagabundos iluminados fez um puta estrago depois, mas não é esse o foco agora, certo? A questão é que o filme Na estrada, baseado na obra de Kerouac, traz uma gama infinita de lembranças alteradas pelo excesso de bebida, drogas e sexo e… bem, isso me fez gostar do livro e do filme.

Leia o resto deste post »

AVISO: Não li a história e nem pretendo ler tão cedo. Todo o texto é baseado pura e simplesmente na ilustração da capa.

Dias atrás estava arrumando as encomendas da Excelsior Comic Shop quando mais uma vez me deparei com ESTA CAPA.

casamento-2

Lá nos EUA ela saiu na Fantastic Four #27 em 1998 e por aqui foi capa da Grandes Heróis Marvel Premium em 2001, em uma edição totalmente dedicada ao Quarteto Fantástico. A arte é do Salvador Larroca.

O que sempre me chamou a atenção foi o fato da Susan Richards, a Mulher-Invisível, estar beijando o Doutor Destino POR CIMA DA MÁSCARA. Tudo bem que existem os mais diversos fetiches por aí, mas, pela capa, rolou uma cerimônia religiosa e tal e, ao final dela, marido Destino e esposa Susan se beijaram, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

Leia o resto deste post »

laudo

Nesta sexta-feira estarei no Sesc Campians para participar de um discussão sobre a produção de quadrinhos no Brasil. Junto comigo estarão dois nomes de peso da HQ nacional: Laudo Ferreira (Yeshua e mais um monte de coisas) e Rafael Coutinho (Cachalote, entre outros).

Vamos conversar sobre como é fazer quadrinhos nos dia de hoje e partilhar experiências sobre formatos de produção e difusão, os desafios e as recompensas, claro!

Compareça e traga suas idéias!

A PRODUÇÃO DE QUADRINHOS NO BRASIL

21/10 (sexta-feira)
19h30
Entrada Gratuita
Rua Dom José I, 270/333 , Bonfim, Campinas.
CEP: 13070-741

Ilustração: Laudo

(NOTA: a seção jabá é usada para divulgar trampos / projetos / afins meus e de colegas. Praticamente um publieditorial dos bróders)

(Publicado originalmente no Contraversão em 25/07/2013)

cartas1

Eu era um nerd típico no meio dos anos 1990: estudioso, desajeitado com as mulheres e alvo constante das zoeiras dos playboys e valentões do colégio. Já lia HQs (na época era um marvete de carteirinha) e jogava RPG, sendo o “mestre oficial” da turma. A febre entre meu grupo de jogo na época era o GURPS e devorávamos todos os cenários possíveis. O GURPS era um sistema de RPG genérico que permitia criar aventuras em quaisquer cenários, com mínimas adaptações nas regras. Caso você quisesse se aprofundar em algum cenário mais específico, existiam suplementos detalhando desde eras históricas até viagens espaciais.

Havíamos acabado uma campanha de fantasia medieval e estávamos no meio de uma de cyberpunk quando a Devir lançou o suplemento GURPS Supers, com regras detalhadas para jogar com heróis do mais diversos tipos. Um dos maiores problemas deste RPG no Brasil na época era sua falta de cenários prontos para jogar. Você tinha que criar do zero ou adaptar de algum outro jogo. Para suprir esta demanda, o GURPS Supers brasileiro era um suplemento “dois em um”: além do Supers em si, o livro trazia junto a adaptação do mundo de Cartas Selvagens, com história e diversos personagens. Você podia ainda comprar um kit que trazia junto um pôster a e minissérie em quadrinhos Cartas Selvagens, que a Globo havia lançado alguns anos antes.

Claro que comprei o kit.

Leia o resto deste post »

5.1.2

Não sei precisar quando o rock adentrou o meu lar. Lembro que quando tinha uns 14 anos, meu pai, começou a gostar de guitarrista do Gun’n Roses, o Slash. Ele vivia ouvindo Rádio Cidade (pagode, sertanejo e pop nacional em geral) e cismou que aquele cabeludo de cartola era o melhor do mundo. Como ele ouviu a banda, sabia quem era o guitarrista e quais eram os critérios de um bom guitarrista são mistérios para mim até hoje. Desconfio que tenha a ver com a MTV.

Então meu irmão do meio apareceu com uma fita do Appetite for Destruction e ele ouvia direto, mas confesso que não me encantou muito. Talvez um dos motivos seja porque o primeiro fora que eu tinha levado em um bailinho de garagem na vida foi ao som de Patience, da mesma banda. Tudo bem que na época isso tinha rolado a mais de um ano, mas mesmo assim me afetava.

Leia o resto deste post »