Arquivo de junho, 2014

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A Internet produziu alguns fenômenos notáveis. Um deles foi a ascensão da cultura nerd ao mainstream da cultura em geral. Não, ela não foi a única responsável, mas seu imenso poder de divulgação fez com que alguns aspectos saíssem daquele gueto e conquistassem o grande público. O maior exemplo disso pode ser visto em camisetas. São diversas estampas com temática nerd desfilando por aí (quem nunca viu alguém com uma do Lanterna Verde?) e as pessoas sabem o porquê de estar usando aquela peça de roupa. Mesmo que seja porque “gostou do desenho”.

Os nerds se esbaldaram com a Internet, seja porque a distância física de pessoas os fez perder parte da sua timidez, seja porque ali conseguiram encontrar pelo mundo todo pessoas com o mesmo gosto que eles. Mas aí pessoas diferentes e com gostos diferentes começaram a invadir este espaço, não falando necessariamente de RPG, Star Wars ou programação. E daí vem outro fenômeno da web, este vindo de tempos mais recentes, acompanhando o que as pessoas postam no Twitter, Facebook e afins: a reclamação generalizada.

O processo é sempre o mesmo. Uma galera começa a falar de alguma coisa. Uma outra galera começa a fazer piadas sobre. Já uma outra galera reclama de quem está falando disto. Por fim a primeira galera se junta com outra para reclamar de quem estava reclamando. Isso vale para QUALQUER assunto: de Literatura Russa ao programa “Mulheres Ricas”. E claro que com futebol isto não seria diferente.

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Ex-governador de Pernambuco pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos apresenta-se como um novo nome na política, mas sua carreira na área iniciou-se 1987, atuando como chefe de gabinete no governo estadual de seu avô, Miguel Arraes. Desde então, atuou como deputado estadual (1 mandato), deputado federal (3 mandatos), Ministro da Ciência e Tecnologia durante o governo Lula e, por fim, governador por dois mandatos.

Atual presidente de seu partido, fazia parte da bancada aliada no governo federal até 2013, quando rompeu o Partido dos Trabalhadores (PT). Começaram então especulações de que o PSB lançaria candidato próprio, na figura de Campos. Especulações que se confirmaram com a filiação da Marina Silva ao PSB e o anúncio de que ela seria sua vice-candidata.

No dia 26 de maio, Campos foi o primeiro presidenciável a ser entrevistado pela bancada do programa Roda Viva, na TV Cultura. De terno, mas sem gravata, apresentou um visual ao mesmo tempo sério e despojado. Como todo político de carreira, é especialista em responder indagações sem sequer mencionar o que foi perguntado. Na análise que segue, vou aprofundar alguns pontos que achei mais pertinentes da entrevista.

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“Rápido garçom, me traga seu melhor whisky
Esse seu amigo aqui só tem mais meia hora
Até que diabo descubra que morri
E venha me levar embora”.
Matanza, “Wisky para um condenado”

Não adianta. Chegue sozinho em um balcão de bar ou padaria, peça sua bebida, a deguste na sua, sem falar com ninguém e logo será visto como um alcoólatra. Caso tenha a ousadia de sentar-se em uma mesa, pior ainda. Caso o garçom pergunte se está esperando alguém e disser que não, parecerá que acabou de confessar que gosta de transar com, sei lá, filhotes de panda.

Pessoas sozinhas em bares não são vistas com bons olhos. A impressão é os que chegam solitários tem o dever moral e cívico de se enturmar com as pessoas ao redor, mesmo que todos sejam totalmente estranhos. Como alguém que já esteve dos dois lados do balcão, pude observar isso por vários ângulos. Realmente existem aqueles que estão desesperados e usam o barman /garçom como psicólogo ou melhor amigo. Mas o sujeito está lá trabalhando, não pode dar exclusividade para nenhum cliente, então finge que ouve enquanto lava copos ou prepara alguns drinks (Mentira: gostosas dando bola tem exclusividade TOTAL e colegas de balcão até salvam a sua se for tiro certo).

Mesmo eu costumava estranhar pessoas bebendo sozinhas. Achava triste. Todos estavam ali rindo, falando alto, flertando, e lá tinha alguém com o copo na mão e perdido em seus próprios pensamentos. Minha vontade era chegar e chamar a pessoa para sentar com a gente. Nunca fiz isso, graças aos deuses.
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