Arquivo de abril, 2015

(Publicado originalmente em Budweiser em 23/04/2015)

Ed-Sheeran

Natural da Inglaterra, o cantor e compositor Ed Sheeran começou sua carreira musical em 2005, com a gravação do EP independente The Orange Room, mas já havia participado do coral de igreja perto de sua casa, onde aprendeu a tocar guitarra. Ao mudar-se para Londres em 2008, começou a se apresentar em diversos locais, inclusive abrindo shows para outros artistas.   Em 2009 lançou seu segundo álbum independente, You Need Me e, no ano seguinte, Loose Change, trabalho que trazia o grande sucesso The A Team.

Tentando dar uma guinada em sua carreira, Sheeran mudou para os EUA, mais especificamente para Los Angeles. Apresentando-se nas mais diversas casas de shows, acabou por chamar a atenção do ator Jamie Foxx, que ofereceu seu estúdio e estadia em sua casa. Graças a esta oportunidade, ele conseguiu visibilidade para seu trabalho, tanto em apresentações ao vivo quanto em vídeo no Youtube. Este período rendeu mais dois EPs: Ed Sheeran: Live at Bedford eSongs I Whrote With Amy.

Seu lançamento seguinte, No 5 Colaborações, foi um projeto que contou com a colaboração de diversos artistas independentes e chamou a atenção da grande mídia ao alcançar a segunda posição nas vendas via iTunes. Um show gratuito de divulgação deste álbum precisou de mais quatro apresentações, tamanha foi a presença de público. Foi então que ele finalmente assinou com uma gravadora.

Em 2011 Ed Sheeran lançou seu primeiro álbum por uma gravadora.  Intitulado de “+” (Plus), foi disco da platina na Inglaterra e rendeu dois Britsh Awards. Uma participação no quarto álbum de Taylor Swift e composições para o One Direction lançaram Sheeran ao estrelato mundial.

Batizado de “x” (Multiply), seu segundo álbum de estúdio foi lançado em 2014 e chegou ao primeiro lugar na UK Albums Chart e na Billboard US 200.

Ed-Sheeran

Anúncios

(Publicado originalmente no Contraversão em 06/01/2014)

KUNG FURY

Kung Fury é um policial linha dura que é demitido da corporação por uso excessivo da força. Seu melhor amigo foi assassinado pelo vilão nazista e excelente lutador Adolf Hitler, conhecido como Kung Fuher e ele quer vingança. Então o ex-polcial e um colega hacker bolam um plano ousado: viajar no tempo e acabar com o nazismo na Alemanha, na época da II Guerra Mundial, de uma vez por todas. Mas algo dá errado ele Kung Fury vai parar na época dos vikings.

Agora, com a ajuda de uma bela loura nórdica, montados em um tiranossauro rex e ao lado de uma versão gigante de Thor, eles enfrentarão robôs, mutantes e o próprio Kung Fuher em uma aventura que só pode ser definida como épica!

Este é o enredo básico (!) de Kung Fury, filme de ação baseado na estética dos anos 1980 produzido pela Laser Unicorns e que foi estupidamente bem sucedido no site de financiamento coletivo no Kickstarter.

Confira abaixo o trailer do filme.

E a música tema cantada por ninguém menos que David Hasselhof!!

(Publicado originalmente no Contraversão em 21/03/2014)

lutalivre

Que UFC que nada! Quem manja de artes marciais sabe que a tradicional Luta Livre norte-americana é uma das mais inusitadas e violentas em termos de regras e golpes. Invasão de ringues, cadeiradas, lutas em duplas e até mesmo trios… Praticamente tudo é possível dentro do ringue!

Mas nada… Repito. NADA visto até hoje se compara ao que ocorre nesta luta. Aposto que estes lutadores egípcios não puderam repetir esse golpe em nenhum outro combate depois do resultado obtido.

Assistam ao vídeo abaixo e conheçam o golpe mais ilegal de toda a história da Luta Livre!

(Amadores dirão que é ensaiado, aposto!)

(Publicado originalmente em NerDevils em 28/09/2011)

orkut3

Mulheres denunciam maus tratos por homens de maneira organizada? FEMINAZIS! Homossexuais se organizam para reivindicar igualdade de direitos? GAYZISTAS! Fica incomodado porque as o escrevem errado na Internet? É um GRAMMAR NAZI! Não gosta de axé e vaiou a apresentação da Cláudia Leitte no Rock In Rio ou criticou o show no Twitter? Você pode estar sendo nazista!

É isso mesmo. Eis a exata frase de cantora Cláudia Leitte em seu blog: “Não gostar de Axé é normal! Anormal é achar-se superior porque conhece John Coltrane ou porque adora o Metallica. Procurem no Google sobre a história de um ariano que se achava superior aos judeus…”. Tudo isso porque ela deve ser irritado muito com os comentários negativos de várias pessoas em relação à sua apresentação, por mais que ela não queira admitir.

Logo veio um monte de gente alegar que a cantora foi “mal interpretada”. Ao meu ver, se um monte de gente lê seu texto e entende errado, o problema está no texto e não nos leitores. Sem contar esse argumento escroto de “Não gostar de Axé é normal! Anormal é…”, que me lembrou aquele povo que diz “Nada contra gays, desde que fiquem na sua”. Claro, Cláudia Leitte, eu posso não gostar de Axé, desde que seja nos SEUS termos né?

“Mas se você sabia que ela se apresentar, pra que ir lá vaiar?”

“Não gosta? Chegasse mais tarde ou ia para um canto.”

“Não gostou, ignore. Isso é falta de respeito.”

Essa linha de raciocínio está certa? Será que todos os que foram para a Cidade do Rock na última sexta-feira eram fãs de todos os artistas que se apresentaram?

Vamos ser sinceros: a maioria das pessoas planejou a tanto tempo a viagem para o festival e gastou tanto tempo e dinheiro para estar lá que fez questão sim de ficar no evento a maior parte de tempo possível. E mesmo que você só quisesse ver o Elton John, pagou pelos shows da Cláudia Leite, Katy Perry e Rihanna. E se já tá pago, vamos lá dar uma conferida, certo? E se eu conferi , não gostei e quero deixar claro minha posição, faço o que? Vaio. É uma manifestação legítima do meu gosto, pouco importando se o restante do povo vai me acompanhar ou não. E o artista e organização de festival tem o direito e obrigação de saber quando erraram a mão, até para evitar o que aconteceu com os meninos do Glória, que foram vaiados O SHOW INTEIRO por culpa de erros crassos de casting.

“Mas o pessoal do Twitter nem tava no show, não pagaram. Pra que ficar reclamando?”.

Bom, até onde eu sei eu posso omitir minha opinião quando eu quiser, desde que não minta e nem prejudique ninguém. Eu estava no Twitter na hora da apresentação da Cláudia Leitte e os comentários se resumiam a “axé no Rock In Rio não dá”, “que [insira seu palavrão favorito] de cover que ela fez” e “pelo menos ela é gostosa”. Duvido que os comentários sobre os shows da Katy Perry e Rihanna tenham sido diferentes. Então todo mundo fez o que faria se estivesse em uma mesa de bar vendo o show pela televisão: opinou. E ninguém é exatamente educado em uma mesa de bar, né? A única diferença do bar pro Twitter é que fica tudo registrado lá para você ou qualquer um ver depois. Isso pode até gerar desde processo até ego ferido, como é claramente o caso da musa do Axé.

(mais…)

(Publicado originalmente em Contraversão em 12/02/2012)

batman1

Apesar do Superman e Batman serem amigos de longa data, eles não concordam em tudo que fazem. E não é preciso ser um gênio para entender o porquê disso. O Superman é cheio de superpoderes, otimista, não usa máscara, é visto como bom moço e atua em uma cidade com ar futurista onde “sempre” é dia. Já o Batman é exatamente o oposto em todos os aspectos. Um ser humano comum, sem poderes, soturno, com um uniforme que inspira terror nos criminosos e sua base de operações é um cidade de aspecto gótico onde “sempre” é noite. E quando dois heróis se desentendem, a única solução que eles encontram é trocar sopapos.

Aparentemente o Homem de Aço tem uma imensa vantagem sobre o Morcego, mas é o defensor de Gotham City que tem mais vitórias no placar. Aliando sua altíssima inteligência com recursos bem empregados, Batman consegue explorar as fraquezas físicas e morais do Superman e assim acaba por derrotar o Azulão na maior parte das vezes.

O combate mais icônico entre os dois foi retratado por Frank Miller em Batman: o Cavaleiro das Trevas. Em uma história em um futuro alternativo, um idoso Bruce Wayne deixa a aposentadoria de lado e volta a atuar como Batman. Isso vai de encontro aos interesses dos poderosos do país e o Superman é escalado para conversar com Homem-Morcego para fazê-lo mudar de ideia. Mas como Bruce Wayne não é alguém conhecido por voltar atrás em suas decisões, só resta o combate físico.

(mais…)

(Publicado originalmente no Blog da Martins Fontes Paulista em 30/05/2012)

hooligan

Em 1934 um texto defendia que o povo romeno era, por definição, cristão ortodoxo. Portanto, judeus, ateus e membros de qualquer outra denominação religiosa deveriam ficar às margens da sociedade, sendo assim chamados de marginais, excluídos, hooligans. No ano seguinte o dramaturgo judeu Mihail Sebastian publicou em resposta o livro Como me tornei um hooligan.

Sendo assim, O retorno do hooligan, novo livro de Norman Manea, mostra a que veio já em seu título. Misto de romance, autobiografia e diário, a obra narra desde o exílio do autor rumo a um campo de concentração na Ucrânia aos cinco anos de idade até seu segundo retorno à Romênia em 1997.

O primeiro retorno de Manea à Romênia foi após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Envolveu-se com o Partido Comunista, mas logo se desiludiu com o regime e teve seus livros censurados, o que o levou a deixar o país novamente. Sua volta no final dos anos 90 seria marcada por um aprofunda sensação de não pertencer mais aquele lugar. Não bastasse sua ascendência judia, o que já o tornava um hooligan antes mesmo de nascer, havia se tornado ateu e intelectual não comunista. Tudo isso fazia dele uma persona non grata.

Escrito de forma não-linear, O retorno do hooligan é uma obra sobre identidade, família, memória, história e o poder libertário da literatura. Com tradução direta, este livro é um desafio engenhoso, porém extremamente compensador para o leitor que se dispor a enfrentá-lo.

(Publicado originalmente no Contraversão em 03/06/2013)

renato2

Quem ouviu já o Contraudição sobre a minha não-tão-humilde pessoa já deve saber que sou fã de Legião Urbana. Não daqueles fãs que sabem todas as letras de todos os álbuns e tem todos os álbuns que saíram (inclusive os “the best of” e tal), mas do tipo que tem a banda como uma das favoritas para todo e eterno sempre.

Longe de mim intitular-me um “legionário”, mas as músicas deles estiveram presentes em momentos chaves da minha vida. Quando ainda era um adolescente romântico e idealista sonhava com um amor a lá “Eduardo e Mônica”. Descobri o Aborto Elétrico e suas músicas de revolta ao mesmo tempo em que conhecia a ideologia anarquista. Meu período gótico-depressivo foi embalado pelo álbum “A Tempestade”. Poderia fazer um texto só sobre isso.

Portanto, quando fiquei sabendo do filme Somos Tão Jovens, sobre a vida de Renato Russo pré-Legião Urbana, amei a ideia de imediato (sim, sim, sou a tradicional fã putinha que vibra tanto com a vida do ídolo quanto a obra). Os textos sobre a película indicavam que a história trataria da formação da “Tchurma”, o pessoal rocker de Brasília dos anos 80 que revelaria nomes como Plebe Rude, Capital Inicial e a própria Legião. Veríamos no filme um Renato Russo antes de ser a figura mítica e messiânica que tornou-se anos depois.

(mais…)

(Originalmente publicado no Blog da Fnac em 02/05/2013)

PosterCinema SomosTao 2.indd

“Não posso me comparar aos verdadeiros poetas, eu sou uma estrela do rock”.

A frase acima pode soar pretensiosa, mas seu autor o fez por merecer. Estamos falando de Renato Russo, o eterno vocalista da banda Legião Urbana. Como poucos, ele conseguiu marcar toda uma geração com suas letras e músicas. Mesmo anos após a sua morte, suas palavras ainda tocam mentes e corações, independente da idade.

Mas quais as origens desta figura tão mítica a ponto de surgir o trocadilho “Religião Urbana”? Como este menino que nasceu no Rio de Janeiro em 1960 tornou-se de fato um “rock star”, como todas as vantagens e desvantagens disso?

Com direção de Antônio Carlos da Fontoura e apresentando Thiago Mendonça como Renato Russo, o filme “Somos tão Jovens” traz algumas destas respostas. A trama mostra adolescência do artista em uma tediosa Brasília, a formação e o fim abrupto de sua primeira banda, o Aborto Elétrico, e a criação do grupo que o lançaria ao estrelato.

Além da trajetória de Renato Russo, o filme também aborda o surgimento da cena rocker de Brasília. Não só a Legião Urbana, mas também o Capital Inicial e o Plebe Rude nasceram no mesmo local e época. E questões como o movimento punk na capital do Brasil, bissexualidade e até ditadura militar também aparecem, fugindo do didatismo barato que costuma acompanhar filmes sobre figuras reais.

 

JAMMIN’!

Publicado: 1 de abril de 2015 em Games
Tags:, , ,

(Originalmente publicado em NerDevils em 10/06/2011)

tj1

Dois extraterrestres dirigem sua nave pelo espaço sideral quando são surpreendidos por uma chuva de meteoros. O veículo é seriamente danificado e acaba caindo em um estranho planeta. Agora eles devem percorrer esta terra estranha e enfrentar seus inóspitos habitantes a fim de poder juntar as peças de sua espaçonave e assim poder retornar para casa…

O novo filme do Spielberg?

A nova série em quadrinhos da Vertigo?

O mais novo seriado da HBO?

Não! Este é o enredo básico de um dos melhores e mais insanos jogos de videogame de todos os tempos: Toejam & Earl! Estes são os nomes dos dois protagonistas, provenientes do planeta Funkotron e que graças às grandes habilidades de pilotagem de Earl, tiveram sua bela nave espacial Funkotronic danificada e agora terão que explorar um dos piores lugares do universo: o planeta Terra!

Funkotron?

Funkotronic?

Sim, meu caro, este dois ETs são típicos funkeiros dos anos 70 e suas roupas, gírias e jeito de andar não deixam mentir. Aliás, toda a trilha sonora do jogo tem como base este estilo musical, com suas batidas e scratchs.

(mais…)