Arquivo de setembro, 2016

(Publicado originalmente no Contraversão em 22/03/2012)

mav1

Demorei um pouco para começar a me aventurar pelos jogos das redes sociais. Ainda em tempos de Orkut, comecei a jogar Organized Crime porque praticamente todos meus amigos estavam jogando e também porque me lembrou The Crims, um jogo online de eras atrás que joguei por um tempo.

Porém, mais do que ficar competindo por status e poder em brigas PvP (Player versus Player), um jogo me fisga mesmo é pela história. Em Organized Crime, o jogador começava batendo carteiras de velhinhas e mais adiante já era um chefão do crime nacional, com direito a todos clichês do gênero: traições, brigas de facções rivais, controle de estabelecimentos, acordos com autoridades e por aí vai. Estava gostando bastante, mas com o tempo, passei a usar cada vez menos o Orkut e acabei abandonando o jogo. Será que meu império do crime ainda existe em algum servidor cheio de pó?

Mas o grande sucesso do Orkut era um jogo chamado Colheita Feliz. Nunca joguei, mas basicamente você tem uma fazenda e deve cuidar de toda a manutenção dela: plantar, regar, colher, distribuir, vender e comprar. Há também animais e o processo é o mesmo. É um jogo que exige manutenção constante, sendo que se você ficar muito tempo sem entrar, plantas e animais podem morrer. Também não há nenhuma história, você cuida da sua fazenda e interage com outros fazendeiros. A febre foi tanta que existiam desde vírus prometendo vantagens até vídeos de pessoas indignadas com a empresa que cuidava da manutenção do jogo.

mav2

O diferencial destes jogos em redes sociais é que você depende de outros jogadores para conseguir certos itens ou vantagens, além de que o número de amigos dentro do jogo aumenta seu poder dentro dele. Se o jogo é um aplicativo dentro de uma rede social, nada mais natural do que o mesmo estimular que você brinque junto com seus amigos. E não há escapatória, certas missões ou tarefas só podem ser cumpridas com a ajuda de outras pessoas. Caso o seu negócio ainda seja jogar sozinho, melhor continuar com o bom e velho videogame.

(mais…)

Anúncios

(Publicado originalmente no Mobground em 04/11/2015)

jp1

Fui uma criança que sonhava em ser cientista. Comprava aqueles “kits de ciências” que eram vendidos em lojas de brinquedos. Fazia experiências com os mais diversos insetos colhidos em quintais e nas ruas. E, obviamente, era apaixonado por dinossauros.

Guardo até hoje álbuns de figurinhas, revistas e recortes de jornais sobre o assunto. Sonhava em ser paleontólogo. Portanto, imaginem minha surpresa quando, em 1991, anunciaram um livro sobre um parque onde visitantes poderiam ver dinossauros de verdade recriados por engenharia genética. Era uma edição de capa dura com o título traduzido como Parque dos Dinossauros.

Acompanhei a jornada de Alan Grant, Ellie Sattler, Ian Malcom e companhia com o coração na mão. Até hoje as sequências do tiranossauro rex atacando os carros e dos velocirraptors caçando todos no prédio principal me deixam, no mínimo, tenso para cacete. E naquela primeira leitura aquele livro tornou-se minha obra favorita do resto da minha vida.

jp2

De lá pra cá, li o livro quatro vezes, assisti ao filme sete e, obviamente, comemorei que nem um jogador de futebol fanático quando a Editora Aleph anunciou que iria lançar uma nova edição de Jurassic Park, com nova capa e diversos extras.

(mais…)

(Publicado originalmente no Blog da Fnac em 18/04/2013)

 

xululu1

“ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn”*.

Em tempos antes do próprio tempo, seres ancestrais habitavam a Terra, todo o universo e além. Eram seres tão poderosos que suas formas e conceitos não podiam ser compreendidos pela limitada mente humana. Muitos deles partiram para outras dimensões, antes do próprio conceito de humanidade existir. Outros permanecem entre nós, adormecidos nas profundezas do oceano ou nos confins do planeta. Seus adoradores fazem ritos tenebrosos e sacrifícios horrendos, nutrindo uma vã esperança de obterem poderes sinistros ou serem poupados quando seus mestres retornarem. E eles retornarão.

Das regiões mais distantes do universo, diversas raças alienígenas vêm o nosso planeta em busca de minérios ou de experiências cujo objetivo só eles compreendem. Isolados há séculos, começam a ser descobertos com o avanço da civilização urbana. Para preservar a si mesmos e suas pesquisas, iniciam um lento processo de infiltração na sociedade terráquea.

(mais…)