Lendas de um roqueiro juvenil: o despertar

Publicado: 13 de outubro de 2016 em Música
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5.1.2

Não sei precisar quando o rock adentrou o meu lar. Lembro que quando tinha uns 14 anos, meu pai, começou a gostar de guitarrista do Gun’n Roses, o Slash. Ele vivia ouvindo Rádio Cidade (pagode, sertanejo e pop nacional em geral) e cismou que aquele cabeludo de cartola era o melhor do mundo. Como ele ouviu a banda, sabia quem era o guitarrista e quais eram os critérios de um bom guitarrista são mistérios para mim até hoje. Desconfio que tenha a ver com a MTV.

Então meu irmão do meio apareceu com uma fita do Appetite for Destruction e ele ouvia direto, mas confesso que não me encantou muito. Talvez um dos motivos seja porque o primeiro fora que eu tinha levado em um bailinho de garagem na vida foi ao som de Patience, da mesma banda. Tudo bem que na época isso tinha rolado a mais de um ano, mas mesmo assim me afetava.

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Para ser bem sincero, com essa idade eu ouvia muito rap. O que mais tocava no meu bom e velho Meu Primeiro Gradiente era Gabriel, o Pensador e Racionais MC´s. Aquelas músicas tinham muitos palavrões e me sentia muito outsider e revoltado ouvindo aquilo em casa e chocando meus pais e avós com a realidade nua e crua.

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Mas todos sabem que a nerdice costuma levar ao metal (pelo menos no meio dos anos 1990 era assim). E no meu primeiro grupo fixo de RPG (uma campanha de GURPS Fantasy ambientada no cenário de Aventuras Fantásticas) havia um legítimo amante de rock. Andava de preto, várias camisetas de banda, enfim, o pacote completo. Foi aí que nomes como Metallica, Iron Maiden e Led Zepellin passaram a fazer parte do meu vocabulário.

Mas, assim como ocorreu com o Guns´n Roses, aquilo ainda não falava comigo. Foi então que, vendo MTV na casa de um dos integrantes de nosso grupo após um jogo, assisti este clipe:

A câmera que não parava em nenhum momento, o vocal rasgado, o vocalista feio e de óculos, a mistura de rock e reggae e forró e aquela moça linda despertaram algo em mim. Pensei “É ISSO QUE QUERO PRA MINHA VIDA, PORRA” e, quando dei por mim, já me assumia como “rockeiro”.

Passei a andar somente de preto, deixei o cabelo crescer, só ouvia isso. Como não tinha aparelho que tocava DVD, caçava e pirateava todas as fitas em que conseguia colocar as mãos.  E esse foi o início de uma era de histórias épicas e lendas que vou compartilhar com vocês ao longo de alguns textos.

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