Arquivo de novembro, 2016

(Publicado originalmente no Mob Ground em 17/07/2013)

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“Já são quase três horas andando em uma estrada entre Botucatu e lugar nenhum. Mato seco em ambos os lados é tudo o que existe e o posto mais próximo está há pelo menos mais seis horas de caminhada. Sua água já acabou e seus lanches também. Uma torneira na entrada de um futuro empreendimento imobiliário proporciona mais um pouco de água. Dormir em algum canto à beira da estrada passa de possibilidade desesperada à opção bem plausível. Filhos da puta passam por você buzinando e rindo, mas ninguém para e oferece carona. Quando foi que passamos a ficar tão desconfiados uns dos outros? Então um treminhão para no acostamento por causa de um pneu furado e surge uma esperança de conseguir chegar em casa antes do anoitecer…”

É extremamente difícil para mim analisar o mais novo filme de Walter Salles somente pela película em si. Ainda mais na situação em que me encontro agora. Acabei de chegar e casa após ver o filme. Estou bêbado e continuo bebendo durante a produção deste texto. Saí do cinema e fui beber em plena Rua Augusta em companhia de um contador que atua como clown em hospitais, de um diretor/produtor de cinema gay e de uma atriz de teatro recém-formada e deslumbrada, sem saber do monte de merda que a aguarda. Jack Kerouac é um dos meus escritores favoritos e On the Road só não fodeu minha cabeça porque quando li o livro já tinha feito mais da metade das merdas que rolam ali. Tudo bem que Vagabundos iluminados fez um puta estrago depois, mas não é esse o foco agora, certo? A questão é que o filme Na estrada, baseado na obra de Kerouac, traz uma gama infinita de lembranças alteradas pelo excesso de bebida, drogas e sexo e… bem, isso me fez gostar do livro e do filme.

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AVISO: Não li a história e nem pretendo ler tão cedo. Todo o texto é baseado pura e simplesmente na ilustração da capa.

Dias atrás estava arrumando as encomendas da Excelsior Comic Shop quando mais uma vez me deparei com ESTA CAPA.

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Lá nos EUA ela saiu na Fantastic Four #27 em 1998 e por aqui foi capa da Grandes Heróis Marvel Premium em 2001, em uma edição totalmente dedicada ao Quarteto Fantástico. A arte é do Salvador Larroca.

O que sempre me chamou a atenção foi o fato da Susan Richards, a Mulher-Invisível, estar beijando o Doutor Destino POR CIMA DA MÁSCARA. Tudo bem que existem os mais diversos fetiches por aí, mas, pela capa, rolou uma cerimônia religiosa e tal e, ao final dela, marido Destino e esposa Susan se beijaram, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

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