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Quando falamos de grandes cenários e sistemas de RPG medieval, alguns nomes e personagens logo vem à mente. Para o pessoal mais das antigas, Forgotten Realms de Dungeons & Dragons é um cenários mais queridos de todos os tempos, com o grande mago Elminster, o elfo-negro herói Drizzt Do’Urden e o sinistro Vecna. Para os mais novos, e jogo nacional Tormenta e seu mundo de Arton trazem à mente nome como os grandes magos Talude e Vectorius, do grande herói Arkham Braço-Metálico e do infame Mestre Arsenal.

Mas, na minha jornada RPGística, o maior cenário de todos os tempo é Titan e seus três continentes: Allansia, Mundo Antigo e Khull. Os grandes magos do mundo são Nicodemus, Yaztromo e o Curandeiro, Chadda Darkmane é um baita herói e poucos vilões chegam aos pés do Arquimago e de Lord Azzur. Tudo isso embalado por um dos mais simples sistemas de RPG que vi na vida. Estamos falando do Figthing Fantasy, RPG inglês criado por Steve Jackson e Ian Livingstone e publicado atualmente no Brasil pela Jambô Editora.

Lorde Azzur, o sombrio ditador de Porto Areia Negra.

Lorde Azzur, o sombrio ditador de Porto Areia Negra.

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(Publicado originalmente no Mob Ground em 17/07/2013)

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“Já são quase três horas andando em uma estrada entre Botucatu e lugar nenhum. Mato seco em ambos os lados é tudo o que existe e o posto mais próximo está há pelo menos mais seis horas de caminhada. Sua água já acabou e seus lanches também. Uma torneira na entrada de um futuro empreendimento imobiliário proporciona mais um pouco de água. Dormir em algum canto à beira da estrada passa de possibilidade desesperada à opção bem plausível. Filhos da puta passam por você buzinando e rindo, mas ninguém para e oferece carona. Quando foi que passamos a ficar tão desconfiados uns dos outros? Então um treminhão para no acostamento por causa de um pneu furado e surge uma esperança de conseguir chegar em casa antes do anoitecer…”

É extremamente difícil para mim analisar o mais novo filme de Walter Salles somente pela película em si. Ainda mais na situação em que me encontro agora. Acabei de chegar e casa após ver o filme. Estou bêbado e continuo bebendo durante a produção deste texto. Saí do cinema e fui beber em plena Rua Augusta em companhia de um contador que atua como clown em hospitais, de um diretor/produtor de cinema gay e de uma atriz de teatro recém-formada e deslumbrada, sem saber do monte de merda que a aguarda. Jack Kerouac é um dos meus escritores favoritos e On the Road só não fodeu minha cabeça porque quando li o livro já tinha feito mais da metade das merdas que rolam ali. Tudo bem que Vagabundos iluminados fez um puta estrago depois, mas não é esse o foco agora, certo? A questão é que o filme Na estrada, baseado na obra de Kerouac, traz uma gama infinita de lembranças alteradas pelo excesso de bebida, drogas e sexo e… bem, isso me fez gostar do livro e do filme.

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AVISO: Não li a história e nem pretendo ler tão cedo. Todo o texto é baseado pura e simplesmente na ilustração da capa.

Dias atrás estava arrumando as encomendas da Excelsior Comic Shop quando mais uma vez me deparei com ESTA CAPA.

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Lá nos EUA ela saiu na Fantastic Four #27 em 1998 e por aqui foi capa da Grandes Heróis Marvel Premium em 2001, em uma edição totalmente dedicada ao Quarteto Fantástico. A arte é do Salvador Larroca.

O que sempre me chamou a atenção foi o fato da Susan Richards, a Mulher-Invisível, estar beijando o Doutor Destino POR CIMA DA MÁSCARA. Tudo bem que existem os mais diversos fetiches por aí, mas, pela capa, rolou uma cerimônia religiosa e tal e, ao final dela, marido Destino e esposa Susan se beijaram, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

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laudo

Nesta sexta-feira estarei no Sesc Campians para participar de um discussão sobre a produção de quadrinhos no Brasil. Junto comigo estarão dois nomes de peso da HQ nacional: Laudo Ferreira (Yeshua e mais um monte de coisas) e Rafael Coutinho (Cachalote, entre outros).

Vamos conversar sobre como é fazer quadrinhos nos dia de hoje e partilhar experiências sobre formatos de produção e difusão, os desafios e as recompensas, claro!

Compareça e traga suas idéias!

A PRODUÇÃO DE QUADRINHOS NO BRASIL

21/10 (sexta-feira)
19h30
Entrada Gratuita
Rua Dom José I, 270/333 , Bonfim, Campinas.
CEP: 13070-741

Ilustração: Laudo

(NOTA: a seção jabá é usada para divulgar trampos / projetos / afins meus e de colegas. Praticamente um publieditorial dos bróders)

(Publicado originalmente no Contraversão em 25/07/2013)

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Eu era um nerd típico no meio dos anos 1990: estudioso, desajeitado com as mulheres e alvo constante das zoeiras dos playboys e valentões do colégio. Já lia HQs (na época era um marvete de carteirinha) e jogava RPG, sendo o “mestre oficial” da turma. A febre entre meu grupo de jogo na época era o GURPS e devorávamos todos os cenários possíveis. O GURPS era um sistema de RPG genérico que permitia criar aventuras em quaisquer cenários, com mínimas adaptações nas regras. Caso você quisesse se aprofundar em algum cenário mais específico, existiam suplementos detalhando desde eras históricas até viagens espaciais.

Havíamos acabado uma campanha de fantasia medieval e estávamos no meio de uma de cyberpunk quando a Devir lançou o suplemento GURPS Supers, com regras detalhadas para jogar com heróis do mais diversos tipos. Um dos maiores problemas deste RPG no Brasil na época era sua falta de cenários prontos para jogar. Você tinha que criar do zero ou adaptar de algum outro jogo. Para suprir esta demanda, o GURPS Supers brasileiro era um suplemento “dois em um”: além do Supers em si, o livro trazia junto a adaptação do mundo de Cartas Selvagens, com história e diversos personagens. Você podia ainda comprar um kit que trazia junto um pôster a e minissérie em quadrinhos Cartas Selvagens, que a Globo havia lançado alguns anos antes.

Claro que comprei o kit.

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5.1.2

Não sei precisar quando o rock adentrou o meu lar. Lembro que quando tinha uns 14 anos, meu pai, começou a gostar de guitarrista do Gun’n Roses, o Slash. Ele vivia ouvindo Rádio Cidade (pagode, sertanejo e pop nacional em geral) e cismou que aquele cabeludo de cartola era o melhor do mundo. Como ele ouviu a banda, sabia quem era o guitarrista e quais eram os critérios de um bom guitarrista são mistérios para mim até hoje. Desconfio que tenha a ver com a MTV.

Então meu irmão do meio apareceu com uma fita do Appetite for Destruction e ele ouvia direto, mas confesso que não me encantou muito. Talvez um dos motivos seja porque o primeiro fora que eu tinha levado em um bailinho de garagem na vida foi ao som de Patience, da mesma banda. Tudo bem que na época isso tinha rolado a mais de um ano, mas mesmo assim me afetava.

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(Publicado originalmente no Contraversão em 15/07/2013)

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George R. R. Martin ficou famoso no Brasil devido à série de fantasia medieval As Crônicas de Gelo e Fogo, mais popularmente conhecidas como Game of Thrones / Guerra dos Tronos, nome do primeiro livro da saga. O estilo realista, a trama política e a sanguinolência que permeiam a obra a tornaram um sucesso de público e crítica, com um seriado de TV baseado nos livros que tem feito tanto sucesso quanto sua versão escrita. Mas, antes de narrar a guerra pelo Trono de Ferro, Martin foi um dos responsáveis pela criação de um universo tão rico quando Westeros: a série de livros Wild Cards (Cartas Selvagens, em português).

Dizem as lendas que Wild Cards era o cenário de RPG de uma campanha envolvendo super-heróis e que Martin era o narrador do grupo. Os jogadores ficaram tão envolvidos com a mitologia criada que resolveram transformá-la em uma série de contos ambientadas nela (quem nunca?), com Martin servindo como organizador e editor. A ideia foi um sucesso e gerou uma série de livros que já está em seu 22° volume (e ainda não acabou!), adaptações para HQ e um retorno ao RPG.

A trama gira em torno de um vírus alienígena que infecta o Planeta Terra após o término da Segunda Guerra Mundial e seus efeitos na história da humanidade. Desenvolvido pela civilização avançada do Planeta Takis, ele possui a capacidade de causar mutações únicas nos humanos infectados, de acordo com as predisposições de cada indivíduo. Como os efeitos de uma infecção em massa eram desconhecidos, os takisianos resolveram fazer o teste em um planeta onde a espécie dominante possui o código genético idêntico ao deles. No caso, o nosso planeta.

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Após um jantar romântico e uma noite de sono na casa do namorado, Joana acordou e percebeu que estava com um problema bem estranho: Mauro, seu namorado, não acordava de jeito nenhum! Quando já pensava em ligar para algum serviço de emergência, recebeu a visita de uma entidade chamada Anaoj. Ela explicou que Mauro só acordaria se Joana descobrisse dez coisas que não soubesse sobre seu namorado. Para isso, ia precisar encontrar dez pessoas com estas informações. O problema é que nenhuma delas estaria disposta a passá-las. Não sem um preço.

Esta é a premissa de Dito pelo não dito, um romance-mosaico independente que está com uma campanha de financiamento coletivo no Catarse.

Como assim, “romance-mosaico”?

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(Publicado originalmente no Contraversão em 22/03/2012)

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Demorei um pouco para começar a me aventurar pelos jogos das redes sociais. Ainda em tempos de Orkut, comecei a jogar Organized Crime porque praticamente todos meus amigos estavam jogando e também porque me lembrou The Crims, um jogo online de eras atrás que joguei por um tempo.

Porém, mais do que ficar competindo por status e poder em brigas PvP (Player versus Player), um jogo me fisga mesmo é pela história. Em Organized Crime, o jogador começava batendo carteiras de velhinhas e mais adiante já era um chefão do crime nacional, com direito a todos clichês do gênero: traições, brigas de facções rivais, controle de estabelecimentos, acordos com autoridades e por aí vai. Estava gostando bastante, mas com o tempo, passei a usar cada vez menos o Orkut e acabei abandonando o jogo. Será que meu império do crime ainda existe em algum servidor cheio de pó?

Mas o grande sucesso do Orkut era um jogo chamado Colheita Feliz. Nunca joguei, mas basicamente você tem uma fazenda e deve cuidar de toda a manutenção dela: plantar, regar, colher, distribuir, vender e comprar. Há também animais e o processo é o mesmo. É um jogo que exige manutenção constante, sendo que se você ficar muito tempo sem entrar, plantas e animais podem morrer. Também não há nenhuma história, você cuida da sua fazenda e interage com outros fazendeiros. A febre foi tanta que existiam desde vírus prometendo vantagens até vídeos de pessoas indignadas com a empresa que cuidava da manutenção do jogo.

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O diferencial destes jogos em redes sociais é que você depende de outros jogadores para conseguir certos itens ou vantagens, além de que o número de amigos dentro do jogo aumenta seu poder dentro dele. Se o jogo é um aplicativo dentro de uma rede social, nada mais natural do que o mesmo estimular que você brinque junto com seus amigos. E não há escapatória, certas missões ou tarefas só podem ser cumpridas com a ajuda de outras pessoas. Caso o seu negócio ainda seja jogar sozinho, melhor continuar com o bom e velho videogame.

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(Publicado originalmente no Mobground em 04/11/2015)

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Fui uma criança que sonhava em ser cientista. Comprava aqueles “kits de ciências” que eram vendidos em lojas de brinquedos. Fazia experiências com os mais diversos insetos colhidos em quintais e nas ruas. E, obviamente, era apaixonado por dinossauros.

Guardo até hoje álbuns de figurinhas, revistas e recortes de jornais sobre o assunto. Sonhava em ser paleontólogo. Portanto, imaginem minha surpresa quando, em 1991, anunciaram um livro sobre um parque onde visitantes poderiam ver dinossauros de verdade recriados por engenharia genética. Era uma edição de capa dura com o título traduzido como Parque dos Dinossauros.

Acompanhei a jornada de Alan Grant, Ellie Sattler, Ian Malcom e companhia com o coração na mão. Até hoje as sequências do tiranossauro rex atacando os carros e dos velocirraptors caçando todos no prédio principal me deixam, no mínimo, tenso para cacete. E naquela primeira leitura aquele livro tornou-se minha obra favorita do resto da minha vida.

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De lá pra cá, li o livro quatro vezes, assisti ao filme sete e, obviamente, comemorei que nem um jogador de futebol fanático quando a Editora Aleph anunciou que iria lançar uma nova edição de Jurassic Park, com nova capa e diversos extras.

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