Posts com Tag ‘histórias em quadrinhos’

Andei bem sumido das redes sociais e da vida social em geral por excesso de trampo. Mas as coisas acalmaram, estou com um tempo para respirar e segue então algumas boas notícias que rolaram nesse meio tempo.

 

Space Opera em Quadrinhos

Coletânea de ficção científica da Editora Draco organizada pelo Raphael Fernandes, o Warren Ellis brasileiro. São oito HQs com batalhas e viagens espaciais vários alienígenas, ação e diversão.

Participo com a HQ Protocolo 66, trama política (mas que surpresa, hein?) que conta com uma baita arte do grande MJ Macedo. Sério, a parada ficou tão boa que mal acreditei que era minha quando abri o gibi!

Adquira seu exemplar aqui!

 

 

Dito pelo não dito

Rolou também o lançamento do romance-mosaico escrito a 24 mãos, que foi financiado com uma campanha pra lá de bem sucedida no Catarse.

Falei bastante sobre este livro aqui, mas basicamente a dupla Rodrigo Ortiz Vinholo e Pedro Hutsch Balboni fizeram a base da trama e entregaram cada capítulo para um autor diferente desenvolver com o seu estilo. A história começa com uma garota chamada Joana não conseguindo acordar seu namorado e se desenvolve em uma jornada de autoconhecimento e questionamento do que é real para os mais diversos personagens que passam por ela.

Fiquei responsável pelo capítulo 10, O Mundo / Rei de Espadas e você pode adquirir seu exemplar comigo mesmo (em breve pretendo abrir uma lojinha, mas entra em contato comigo aqui ou pelas minhas redes e a gente faz um bem bolado).

 

Segredos

Semana passada ainda assinei um contrato para participar de uma nova coletânea de HQ. O roteiro já foi aprovado e no momento estamos aprovando os esboços da arte. Vai ficar foda e só posso adiantar o tema: terror.

Também fui convidado a participar de uma outra coletânea de HQs com um tema que já tratei de certa forma em alguns quadrinhos meus, mas terei que dar uma abordagem diferente. Este ainda está no desenvolvimento do roteiro e por enquanto é segredo (então não conta para ninguém sobre isso, tá?).

Tem mais uns 7 projetos rolando em diferente graus de desenvolvimento (um deles inclusive é um game!) mas não posso entrar em detalhes no momento…

E também fiz minha inscrição para a Comic Con Experience deste ano. Pretendo dividir mesa com o Márcio Mello, já que estamos trabalhando juntos em um projeto para o Estúdio Gota de Areia e que, se tudo der certo, pode ser anunciado no segundo semestre.

 

Vamo que vamo!

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laudo

Nesta sexta-feira estarei no Sesc Campians para participar de um discussão sobre a produção de quadrinhos no Brasil. Junto comigo estarão dois nomes de peso da HQ nacional: Laudo Ferreira (Yeshua e mais um monte de coisas) e Rafael Coutinho (Cachalote, entre outros).

Vamos conversar sobre como é fazer quadrinhos nos dia de hoje e partilhar experiências sobre formatos de produção e difusão, os desafios e as recompensas, claro!

Compareça e traga suas idéias!

A PRODUÇÃO DE QUADRINHOS NO BRASIL

21/10 (sexta-feira)
19h30
Entrada Gratuita
Rua Dom José I, 270/333 , Bonfim, Campinas.
CEP: 13070-741

Ilustração: Laudo

(NOTA: a seção jabá é usada para divulgar trampos / projetos / afins meus e de colegas. Praticamente um publieditorial dos bróders)

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Após conquistar público, crítica e um Troféu HQMix, o Gibi Quântico volta em uma nova edição. Os alunos dos cursos de Roteiro para Histórias em Quadrinhos da Quanta Academia de Artes se reuniram com desenhistas de todo o Brasil para mostrar a força e a diversidade das HQs em 140 páginas inéditas.

Desta vez a edição ficou por conta de Airton Marinho (Gibi Quântico 1, Cabra D’Água – Terra Sitiada, entre outros) e a capa é de Jefferson Costa (Gibi Quântico 1, La Dansarina). Dos 24 artistas envolvidos no projeto, somente seis participaram do volume anterior, o que torna a nova edição uma verdadeira exposição de novos talentos!

Conheça as histórias e os artistas envolvidos.

 

Sorte para quem? – Paulo Biagioni (roteiro) e Guabiras (arte);

A resposta – Bruna Oliveira (roteiro) e Robert Yo (arte);

Sanatorium – Alessio Esteves (roteiro) e Doug Firmino (arte);

Timothy, o gigante – Everton Andrade (roteiro) e Humberto Kehdy (arte);

Pérolas – Jun Sugiyama (roteiro) e Pri Wii (arte);

Traumas – Lucas Souza (roteiro) e Eder Santos (arte);

Como sobreviver com um bumerangue no Outback – Fernando Barone (roteiro) e Rodrigo Martins dos Santos (arte);

Latrina – Tiago P. Zanetic (roteiro) e Dudu Torres (arte);

Brocker, o anão injustiçado – Airton Marinho (roteiro) e Fabricio Bohrer (arte);

Conexão urbana – Sabrina Paixão (roteiro) e Alexandre Arcangelo (arte);

Caminhos do Paraíso – Lucas Benetti (roteiro) e Clayton InLoco (arte);

Fio de Vento – Jujú Araujo (roteiro) e Akemy Hayashi (arte).

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Abusando da minha amizade com este cabra batuta, consegui arrancar uma entrevista exclusiva sobre como foi produzir esta coletânea. Confira o bate-papo!

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(Publicado originalmente no blog da Talento, em 17/11/2015)

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A editora norte-americana Valiant anunciou para janeiro de 2016 o lançamento de uma minissérie em quadrinhos com 4 edições intitulada Faith. A grande novidade dessa revista fica por conta de sua personagem principal, que é uma heroína plus-size.

Apesar de recentes avanços em suas temáticas, as histórias em quadrinhos ainda são um meio predominantemente masculino, com boa parte de seus profissionais e personagens importantes sendo homens. As mulheres, quando não são retratadas como parceiras, assistentes ou namoradas dos heróis, ainda são extremamente sexualizadas, com corpos no padrão esbelto e trajes colados e minúsculos.

E é exatamente por isso que a iniciativa da Valiant é tão importante! Ao trazer para os holofotes uma super-heroína plus-size e fora dos padrões de beleza, faz com que mais pessoas sintam-se representadas pelos quadrinhos e tenham referenciais positivos.

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(Publicado originalmente no Contraversão em 21/08/2013)

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“Se você acha ‘OK’ que o cara que te zoava por ler gibi na escola agora pagar de entendido por ver dois filmes do Wolverine… Daí vai do seu coraçãozinho. O meu não acha justo!”

Presenciei nas últimas semanas duas ondas de fúria nerd que considerei, para ser educado, desnecessárias. A primeira veio de um anúncio mal interpretado da autora de saga Crepúsculo, onde anunciou que gostaria de passear pela Terra Média. Multidões ergueram tochas e ancinhos, ao invés de ler o texto original e perceber que ela só manifestou uma vontade de escrever fantasia medieval. A inquisição das redes sociais é tão manipulável e implacável quanto a de Torquemada.

A outra veio de um bate-papo entre amigos sobre Círculo de Fogo, filme sobre robôs e monstros gigante de Guillermo Del Toro. Vi o filme e gostei bastante, mas parece que sou uma exceção à regra entre os entendidos do assunto. Li coisas como “O diretor chegou tarde em uma festa que já acabou”, “Já fizeram coisa melhor antes” e a que considerei melhor de todas “Pacific Rim é tão coisa pra civil que todo otaku de meia tigela sabe que cockpit de mecha não fica na cabeça, isso é uma heresia contra todo o cânone dos robôs japoneses”.

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