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AVISO: Não li a história e nem pretendo ler tão cedo. Todo o texto é baseado pura e simplesmente na ilustração da capa.

Dias atrás estava arrumando as encomendas da Excelsior Comic Shop quando mais uma vez me deparei com ESTA CAPA.

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Lá nos EUA ela saiu na Fantastic Four #27 em 1998 e por aqui foi capa da Grandes Heróis Marvel Premium em 2001, em uma edição totalmente dedicada ao Quarteto Fantástico. A arte é do Salvador Larroca.

O que sempre me chamou a atenção foi o fato da Susan Richards, a Mulher-Invisível, estar beijando o Doutor Destino POR CIMA DA MÁSCARA. Tudo bem que existem os mais diversos fetiches por aí, mas, pela capa, rolou uma cerimônia religiosa e tal e, ao final dela, marido Destino e esposa Susan se beijaram, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

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(Publicado originalmente no Contraversão em 04/10/2011)


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Com poderes muito acima dos meros seres humanos, muitas vezes os super-heróis perdem a noção e ultrapassam os limites que consideramos aceitáveis. Nesses casos a polícia não tem poder e nem equipamento para fazer frente a eles. Mas, para isso, podemos contar com o “caçador de super-heróis” (ou “matador de capas”, como é conhecido) Marshal Law!

Criado em em 1987 por Pat Mills e Kevin O’Neill e publicado pela editora inglesa Epic Comics, Marshal Law é na verdade Joe Gilmore, um soldado estadunidense que teve seu corpo geneticamente modificado ao participar de uma operação do exército na América do Sul conhecida com “A Zona”.  A experiência tinha como objetivo criar soldados que não sentissem dor, mas teve como efeito colateral a perda total da empatia humana dos envolvidos. Sem sentir medo ou até mesmo pena, estes soldados cometeram as maiores atrocidades possíveis.

Isso provocou em Gilmore um profundo desprezo por qualquer um que possuísse superpoderes. O governo dos EUA percebeu essa tendência e tornou o soldado um vigilante licenciado para deter qualquer ser super poderoso que saísse da linha. Mascarado, pesadamente armado e desnecessariamente violento, Gilmore se tornou Marshal Law e provoca nos outros a dor que ele mesmo não pode mais sentir. Além de imunidade à dor, Marshal Law tem super força e resistência acima do normal.

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(Publicado originalmente no Contraversão em 21/08/2013)

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“Se você acha ‘OK’ que o cara que te zoava por ler gibi na escola agora pagar de entendido por ver dois filmes do Wolverine… Daí vai do seu coraçãozinho. O meu não acha justo!”

Presenciei nas últimas semanas duas ondas de fúria nerd que considerei, para ser educado, desnecessárias. A primeira veio de um anúncio mal interpretado da autora de saga Crepúsculo, onde anunciou que gostaria de passear pela Terra Média. Multidões ergueram tochas e ancinhos, ao invés de ler o texto original e perceber que ela só manifestou uma vontade de escrever fantasia medieval. A inquisição das redes sociais é tão manipulável e implacável quanto a de Torquemada.

A outra veio de um bate-papo entre amigos sobre Círculo de Fogo, filme sobre robôs e monstros gigante de Guillermo Del Toro. Vi o filme e gostei bastante, mas parece que sou uma exceção à regra entre os entendidos do assunto. Li coisas como “O diretor chegou tarde em uma festa que já acabou”, “Já fizeram coisa melhor antes” e a que considerei melhor de todas “Pacific Rim é tão coisa pra civil que todo otaku de meia tigela sabe que cockpit de mecha não fica na cabeça, isso é uma heresia contra todo o cânone dos robôs japoneses”.

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(Publicado originalmente em Contraversão em 12/02/2012)

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Apesar do Superman e Batman serem amigos de longa data, eles não concordam em tudo que fazem. E não é preciso ser um gênio para entender o porquê disso. O Superman é cheio de superpoderes, otimista, não usa máscara, é visto como bom moço e atua em uma cidade com ar futurista onde “sempre” é dia. Já o Batman é exatamente o oposto em todos os aspectos. Um ser humano comum, sem poderes, soturno, com um uniforme que inspira terror nos criminosos e sua base de operações é um cidade de aspecto gótico onde “sempre” é noite. E quando dois heróis se desentendem, a única solução que eles encontram é trocar sopapos.

Aparentemente o Homem de Aço tem uma imensa vantagem sobre o Morcego, mas é o defensor de Gotham City que tem mais vitórias no placar. Aliando sua altíssima inteligência com recursos bem empregados, Batman consegue explorar as fraquezas físicas e morais do Superman e assim acaba por derrotar o Azulão na maior parte das vezes.

O combate mais icônico entre os dois foi retratado por Frank Miller em Batman: o Cavaleiro das Trevas. Em uma história em um futuro alternativo, um idoso Bruce Wayne deixa a aposentadoria de lado e volta a atuar como Batman. Isso vai de encontro aos interesses dos poderosos do país e o Superman é escalado para conversar com Homem-Morcego para fazê-lo mudar de ideia. Mas como Bruce Wayne não é alguém conhecido por voltar atrás em suas decisões, só resta o combate físico.

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Um menino curioso demais

Publicado: 20 de março de 2015 em Quadrinhos
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(Originalmente publicado no Blog da Martins Fontes Paulista em 05/06/2011)

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Titeuf é o típico “menino da escola”. Extremamente curioso, vive querendo saber os “porquês” da coisas. Nada fora do normal, se ele não se interessasse principalmente sobre assuntos envolvendo sexo e nunca entendesse as explicações que lhe são dadas!

Criação do francês Zep, o curioso menino já é comparado a personagens de sucesso como Asterix, Tintim, e Smurfs. Com 15 álbuns publicados em mais de 25 países, a V&R Editoras publicou Brasil os dois primeiros álbuns das desventuras deste personagem famoso por apresentar uma visão ingênua sobre temas do universo adulto: Deus, sexo e os suspensórios, O amor é nojento e Do que elas gostam…

Com mais de 20 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, as histórias de Titeuf aproximam o leitor de temas atuais e delicados, como AIDS e aborto. Tudo de maneira divertida e bem humorada mas sem subestimar o leitor ou menosprezar os assuntos tratados.

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(Publicado originalmente no Blog da Fnac em 04/04/2013)

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Nos anos 1980, as histórias em quadrinhos eram vistas como produtos exclusivamente voltados para o público infantil e ninguém acreditava que super-heróis pudessem protagonizar histórias maduras. Algumas tramas mais densas foram produzidas desde os anos 1970, mas, no imaginário geral, quadrinhos de heróis eram “coisa de criança”.

O Batman era um dos personagens que mais sofria com este estereótipo. Graças ao sucesso imenso do seriado dos anos 1960, os quadrinhos se viram obrigados a seguir o mesmo estilo. Cores berrantes, atuações caricatas, tramas simples e armadilhas mortais eram comuns nas páginas das HQs do Homem-Morcego.

Houve uma tentativa por parte da DC Comics de recuperar a imagem sombria do Batman. A dupla Neal Adams (desenhos) e Dennis O´Neil (texto) trouxe de volta conceitos maduros e desenhos mais realistas, mas foi só com Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, que o personagem foi redefinido. Esta obra é considerada um marco na carreira de Miller e um ponto de virada na história não apenas do Batman, mas dos quadrinhos como um todo.

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Autores: Kevin Smith (roteiro) e Walter Flanagan (desenhos)
O que é: História em Quadrinhos / Edição Especial
Editora: Panini Comics
Ano: 2009
Onde Encontrar: em sebos ou comic shops

Cinema é Arte? Pode ser Arte quando o resolve ser, mas na maior parte do tempo não passa de diversão descompromissada. Da mesma maneira eu vejo a música. Em ambos os casos o problema é que elas são vistas somente como Arte e os críticos esquecem que nem sempre o público quer ver algo profundo e marcante que vai mudar suas vidas para todo o sempre.

Muitas vezes o que queremos é pura e simplesmente passar alguns momentos de diversão alienada. E não há nenhum mal nisso. Só é problema quando alguém que faz trabalhos para diversão acaba confundindo sua produção com algo além do que ela é (alguém citou Avatar ou a maioria dos acústicos da MTV?). Longe de mim querer definir o que é Arte e o que não é, mas acredito que vocês pegaram a linha do meu raciocínio.

Já nas Histórias em Quadrinhos o cenário é bem diferente. HQs são vistas em sua grande maioria como diversão e seus artistas lutam para mostrar que podem ir além da sua proposta inicial. Obras como Sandman, Watchmen, Gen Pés Descalços, Asterios Polyp e Jimmy Corrigan nos surpreenderam em termos de temática, roteiro e desenho. HQs já tem um espaço de destaque em grandes livrarias.

Mas, ainda assim, quando pensamos em “gibi”, nos vem à mente garotos lendo alguma história sobre alguém vestindo cueca por cima da calça e socando bandidos. Daí parece haver entre os críticos de quadrinhos uma obrigação de que as histórias feitas atualmente não devam ser nada mais nada menos do que verdadeiras obras de arte e se esquecem de quem gosta somente de passar alguns minutos se divertindo. Batman – Cacofonia: é um bom exemplo de uma história despretensiosa e divertida que foi tachada de ruim para baixo pelos críticos.

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