Posts com Tag ‘nerd’

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Quando falamos de grandes cenários e sistemas de RPG medieval, alguns nomes e personagens logo vem à mente. Para o pessoal mais das antigas, Forgotten Realms de Dungeons & Dragons é um cenários mais queridos de todos os tempos, com o grande mago Elminster, o elfo-negro herói Drizzt Do’Urden e o sinistro Vecna. Para os mais novos, e jogo nacional Tormenta e seu mundo de Arton trazem à mente nome como os grandes magos Talude e Vectorius, do grande herói Arkham Braço-Metálico e do infame Mestre Arsenal.

Mas, na minha jornada RPGística, o maior cenário de todos os tempo é Titan e seus três continentes de Allansia, Mundo Antigo e Khull. Os grandes magos do mundo são Nicodemus, Yaztromo e o Curandeiro, Chadda Darkmane é um baita herói e poucos vilões chegam aos pés do Arquimago e de Lord Azzur. Tudo isso embalado por um dos mais simples sistemas de RPG que vi na vida. Estamos falando do Figthing Fantasy, RPG inglês criado por Steve Jackson e Ian Livingstone e publicado atualmente no Brasil pela Jambô Editora.

Lorde Azzur, o sombrio ditador de Porto Areia Negra.

Lorde Azzur, o sombrio ditador de Porto Areia Negra.

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(Texto originalmente publicado no NerDevils em 30/09/2010)

“Tudo posso naquele que me fortalece”.
– Bíblia Sagrada, Carta de São Paulo aos Filipenses.

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Eu devia ter uns 16 anos. Naquela época era comum eu e mais uns amigos nerds nos reunirmos para ir aos sebos do centro garimpar livros de RPG e ocultismo, comprar algum CD de metal importado na Galeria do Rock e depois passar na Liberdade para olhar aquelas mil coisas legais japonesas e não comprar nada. Era um tempo em que a Fonomag e a Animangá era points e você ter um mangá original em japonês fazia de você um cara fodão, mesmo que não soubesse ler um mísero caractere de qualquer alfabeto japonês.

(Pausa para os chatos de plantão: sim, eu sei que a Animangá não fica na Liberdade.)

Em uma dessas ocasiões já havíamos feito nosso garimpo e estávamos atravessando a Praça da Sé em direção ao Bairro Proibido, quando fomos abordados por um evangélico. Normalmente eles se limitam a entregar algum panfleto, nos abençoar e sair andando. Mas este em particular viu um bando de adolescentes cabeludos e deve ter achado que era sua missão divina nos salvar dos braços de Satã, pois começou a falar aquela ladainha que todo mundo já deve ter ouvido uma vez na vida. Após alguns minutos resolvi ser educado com ele:

– Entendo seu ponto de vista e tudo, mas já tenho religião. Frequento a Igreja Católica, participo de alguns grupos de lá…

Eis que nosso pretenso salvador me interrompeu com a seguinte argumentação:

– Pois saiba que meu Deus é melhor que o seu!

Não sei se foi a raiva de ter ouvido uma merda dessas, se foi a pressa de ir embora ou se foi algum tipo de Epifania instantânea, mas virei para ele de maneira um tanto quanto efusiva e disse:

– Seu Deus? SEU DEUS? Vem cá, seu Deus sabe dar combo aéreo?

O pregador pareceu ter entrado em pânico. Era óbvio que ele não sabia o que era um combo aéreo e não poderia dizer que “sim” com o risco de dizer que o Senhor fazia algo impróprio. Ele pareceu diminuir e respondeu de maneira vacilante:

– Não…

Não contente em ver um evangélico dizendo que seu Deus onipotente, onisciente e onipresente não poderia fazer algo, eu ainda soltei:

– Então seu deus é um lixo!

E rindo efusivamente, continuamos nosso caminho discutindo como seria Jesus Cristo em um fight game dando 12 hit combo, um para cada apóstolo.

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(Publicado originalmente no Contraversão em 21/08/2013)

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“Se você acha ‘OK’ que o cara que te zoava por ler gibi na escola agora pagar de entendido por ver dois filmes do Wolverine… Daí vai do seu coraçãozinho. O meu não acha justo!”

Presenciei nas últimas semanas duas ondas de fúria nerd que considerei, para ser educado, desnecessárias. A primeira veio de um anúncio mal interpretado da autora de saga Crepúsculo, onde anunciou que gostaria de passear pela Terra Média. Multidões ergueram tochas e ancinhos, ao invés de ler o texto original e perceber que ela só manifestou uma vontade de escrever fantasia medieval. A inquisição das redes sociais é tão manipulável e implacável quanto a de Torquemada.

A outra veio de um bate-papo entre amigos sobre Círculo de Fogo, filme sobre robôs e monstros gigante de Guillermo Del Toro. Vi o filme e gostei bastante, mas parece que sou uma exceção à regra entre os entendidos do assunto. Li coisas como “O diretor chegou tarde em uma festa que já acabou”, “Já fizeram coisa melhor antes” e a que considerei melhor de todas “Pacific Rim é tão coisa pra civil que todo otaku de meia tigela sabe que cockpit de mecha não fica na cabeça, isso é uma heresia contra todo o cânone dos robôs japoneses”.

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(Publicado originalmente no Blog da Martins Fontes Paulista em 28/05/2012)

25 de Maio é um dia importante para os nerds. Além de ser a data de estreia do primeiro filme da saga espacial Star Wars, é também o Dia da Toalha, onde fãs do escritor Douglas Adams o homenageiam. E temos ainda o Glorioso 25 de Maio de série de livros Discworld de Terry Pratchett.

Em homenagem à data, selecionamos 10 autores considerados importantes dentro do universo nerd. Aproveite para completar sua estante!

10. Julio Verne

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Autor dos clássicos Vinte mil léguas submarinas, Viagem ao mundo em 80 dias eViagem ao centro da Terra, entre outros, é considerado um dos pais da ficção científica. Suas obras são conhecidas pela riqueza de detalhes, seu realismo e por anteciparem grandes descobertas da ciência.

 

9. Isaac Asimov

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Grande parte de suas obras tem como tema os robôs positrônicos (autômatos com cérebros artificiais) e as Três Leis da Robótica, seguidas por muitos outros autores. Também escreveu as séries Império Galáctico, Lucky Starr e a Trilogia Fundação. Seu objetivo era escrever 500 livros em vida e chegou bem perto, publicando 463.

 

8. Frank Hebert

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Sua obra cobre os acontecimentos no desértico planeta Arrakis, também conhecido como Duna. Uma sociedade feudal e ao mesmo tempo futurista sobrevive neste ambiente inóspito, com casas nobres lutando pelo poder e com sua economia baseada no comércio de melange, uma rara e cobiçada especiaria. Além de tramas recheadas de política, religião, ecologia e tecnologia, os livros da série Duna são famosos pela densidade psicológica de seus personagens.

 

7. Douglas Adams

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Sua trilogia de quatro partes composta por cinco livros O Guia do Mochileiro da Galáxias é uma mistura de ficção-científica, humor non-sense e crítica social. Na trama, a Terra é destruída pela raça alienígena Vogon, extramemente chatos e burocráticos, para a construção de uma via hiperespacial. O terráqueo Arthur Dent consegue escapar com ajuda de seu melhor amigo, Ford Perfect, um extraterrestre disfarçado entre os humanos. Então os dois partem em busca da Pergunta Fundamental da Vida, do Universo e Tudo Mais.

 

6. Terry Pratchett

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E se mundo fosse um disco sustentado por quatro elefantes em cima do casco de uma tartaruga que nada pelo espaço? Esse é o cenário de Discworld, série de fantasia com 39 livros que usa da fantasia medieval e bom humor para mostrar os problemas e paradoxos do mundo real.

5. William Gibson

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Hackers, redes de computadores, megacorporações empresariais, implantes artificiais. Todos estes elementos são parte do gênero conhecido como Cyberpunk e Gibson foi o autor que estabeleceu as bases do gênero: um futuro de alta tecnologia próximo e decadente, dominado por grandes empresas que oferecem o melhor a quem pode pagar e exclui violentamente os indesejados, sejam eles pobres ou opositores.

 

4. H. G. Wells

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Autor de A Guerra dos Mundos, A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Ilha do Dr. Moreau, entre outras, teve suas obras adaptadas para filmes, séries e histórias em quadrinhos. Suas histórias discutem os limites éticos da sociedade ou seres humanos frente à grandes descobertas ou catástrofes.

 

3. Stephen King

Capa A escolha dos tres - SUMA.ai

Mais conhecido pelos seus livros de horror fantástico e pelas adaptações cinematográficas, também possui excelentes textos fora desta temática. Sua obra máxima é a série de livros A Torre Negra, saga dividida em sete partes e que tem elementos de horror, fantasia, faroeste e ficção científica. A trama gira a princípio em torno do personagem O Pistoleiro e sua busca pela Torre Negra, mas cresce para muito além disso.

 

2. George R. R. Martin

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É o mais recente da lista, mas chegou para ficar. Autor da série As crônicas de gelo e fogo, que ficaram mais conhecidas pelo nome do primeiro livro: A guerra dos tronos. Narrando o jogo de intrigas e violência de diversas casas nobres disputando o poder do reino de Westeros, é uma história adulta contada sob diversos pontos de vista, onde não há heróis ou vilões. Dos sete livros previstos pelo autor, 5 já foram publicados. Ele também é editor e um dos autores de Wild Cards, série de livros de super-heróis.

 

1. J. R. R. Tolkien

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Tido como o pai da literatura fantástica devido ao alcance das suas obras, é o autor da famosa trilogia O Senhor dos Anéis. Conhecido pelo detalhismo extremo ao descrever paisagens e aspectos culturais dos cenários de suas obras, é responsável por diversas características hoje consideradas padrão na fantasia medieval e sua influência é sentida em outros livros, filmes, histórias em quadrinhos, RPGs e videogames.

(Publicado originalmente no Contraversão em 25/05/2012)

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Sabe, minha vida não era muito fácil lá pro meio dos anos 1990. Eu era magrelo, de óculos, corcunda, leitor voraz e segundo os amigos: “engraçado e inteligente”. As meninas me definiam como “um cara legal”. Quem lia gibi falava “xismém” e não “équismem”. Na minha quinta-série, na sala de aula o ÚNICO que lia gibi era eu. Lá pelo meio do ano que consegui converter dois amigos meus. E foram estes que me acompanharam até a oitava série. Só quando entraram alunos novos no Ensino Médio foi que conheci mais gente pra conversar sobre o assunto. Meu primeiro grupo de RPG durou quase 2 anos com os membros originais porque a gente não conhecia mais ninguém que jogava.

Em tempos em que a palavra bullying não existia, minha pessoa era alvo fácil das aloprações dos valentões da escola, para usar os termos da época. Desde os tradicionais apelidos vergonhosos (torto, quatro-olho…) até tapas na cabeça e tropeções. O auge disso foi na sétima série, quando, na hora do intervalo, me empurraram escada abaixo com as calças abaixadas. Não sei até hoje como não me machuquei.

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(Publicado originalmente no Universo Fnac em 25/05/2013)

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Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa”.

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O trecho acima é do terceiro capítulo do primeiro volume do Guia do Mochileiro das Galáxias. Esta série de livros escrita pelo britânico Douglas Adams narra as aventuras de Arthur Dent e seu amigo alienígena Ford Prefect. Quando a Terra é destruída para virar um trecho de uma rodovia intergalática, eles escapam por pouco pegando carona em uma nave interestelar e vivem uma série de eventos insólitos em companhia de personagens únicos: o deprimido robô(!)Marvin (o Androide Paranóide) e Zaphod Beeblebrox, o semi-primo de Ford e o Presidente Galáctico, entre outros.

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