Posts com Tag ‘quadrinhos’

Rolezinho? Parque de playboy? Carreta com dançarinos mascarados? TUDO ISSO NUMA EXPLOSÃO DE HUE HUE BR!

Barone, nosso mano orc em busca de fama, vai se meter numa roubada ao trabalhar de segurança para a Princesa do Rolezinho no maior encontro de funkeiros de San Paolo! O rolê vai ser no parque mais chique do reino, então será que a milícia vai deixar a galera curtir de boa? E no meio de tudo isso, o anão paga-lanche Muralha quer se infiltrar entre os orcs ostentação pra mostrar que também saber ser da perifa!

E não é só isso! A dupla de atrapalhados heróis ainda vai enfrentar toda a malemolência e gingado de um grupo de dançarinos mascarados em sua carreta. Eles parecem divertidos e fazem manobras radicais, mas o que eles realmente escondem?

Zikas é escrito pelos maloqueiros Alessio Esteves e Raphael Fernandes, e desenhado pelo zoeiro Silveira JR. O resultado inusitado é o que acontece quando juntamos RPGs de fantasia e cultura das quebradas.

Arrisque seus passinhos nesta aventura sem fim ao som do funk ostentação e corra atrás do Trenzinho Tornado! Abra este mangá e VAMOS PASSEAR NO PARQUE!

Zikas Volume 2 está em pré-venda aqui!

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AVISO: Não li a história e nem pretendo ler tão cedo. Todo o texto é baseado pura e simplesmente na ilustração da capa.

Dias atrás estava arrumando as encomendas da Excelsior Comic Shop quando mais uma vez me deparei com ESTA CAPA.

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Lá nos EUA ela saiu na Fantastic Four #27 em 1998 e por aqui foi capa da Grandes Heróis Marvel Premium em 2001, em uma edição totalmente dedicada ao Quarteto Fantástico. A arte é do Salvador Larroca.

O que sempre me chamou a atenção foi o fato da Susan Richards, a Mulher-Invisível, estar beijando o Doutor Destino POR CIMA DA MÁSCARA. Tudo bem que existem os mais diversos fetiches por aí, mas, pela capa, rolou uma cerimônia religiosa e tal e, ao final dela, marido Destino e esposa Susan se beijaram, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

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Nesta sexta-feira estarei no Sesc Campians para participar de um discussão sobre a produção de quadrinhos no Brasil. Junto comigo estarão dois nomes de peso da HQ nacional: Laudo Ferreira (Yeshua e mais um monte de coisas) e Rafael Coutinho (Cachalote, entre outros).

Vamos conversar sobre como é fazer quadrinhos nos dia de hoje e partilhar experiências sobre formatos de produção e difusão, os desafios e as recompensas, claro!

Compareça e traga suas idéias!

A PRODUÇÃO DE QUADRINHOS NO BRASIL

21/10 (sexta-feira)
19h30
Entrada Gratuita
Rua Dom José I, 270/333 , Bonfim, Campinas.
CEP: 13070-741

Ilustração: Laudo

(NOTA: a seção jabá é usada para divulgar trampos / projetos / afins meus e de colegas. Praticamente um publieditorial dos bróders)

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Após conquistar público, crítica e um Troféu HQMix, o Gibi Quântico volta em uma nova edição. Os alunos dos cursos de Roteiro para Histórias em Quadrinhos da Quanta Academia de Artes se reuniram com desenhistas de todo o Brasil para mostrar a força e a diversidade das HQs em 140 páginas inéditas.

Desta vez a edição ficou por conta de Airton Marinho (Gibi Quântico 1, Cabra D’Água – Terra Sitiada, entre outros) e a capa é de Jefferson Costa (Gibi Quântico 1, La Dansarina). Dos 24 artistas envolvidos no projeto, somente seis participaram do volume anterior, o que torna a nova edição uma verdadeira exposição de novos talentos!

Conheça as histórias e os artistas envolvidos.

 

Sorte para quem? – Paulo Biagioni (roteiro) e Guabiras (arte);

A resposta – Bruna Oliveira (roteiro) e Robert Yo (arte);

Sanatorium – Alessio Esteves (roteiro) e Doug Firmino (arte);

Timothy, o gigante – Everton Andrade (roteiro) e Humberto Kehdy (arte);

Pérolas – Jun Sugiyama (roteiro) e Pri Wii (arte);

Traumas – Lucas Souza (roteiro) e Eder Santos (arte);

Como sobreviver com um bumerangue no Outback – Fernando Barone (roteiro) e Rodrigo Martins dos Santos (arte);

Latrina – Tiago P. Zanetic (roteiro) e Dudu Torres (arte);

Brocker, o anão injustiçado – Airton Marinho (roteiro) e Fabricio Bohrer (arte);

Conexão urbana – Sabrina Paixão (roteiro) e Alexandre Arcangelo (arte);

Caminhos do Paraíso – Lucas Benetti (roteiro) e Clayton InLoco (arte);

Fio de Vento – Jujú Araujo (roteiro) e Akemy Hayashi (arte).

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Abusando da minha amizade com este cabra batuta, consegui arrancar uma entrevista exclusiva sobre como foi produzir esta coletânea. Confira o bate-papo!

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(Publicado originalmente no blog da Talento, em 17/11/2015)

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A editora norte-americana Valiant anunciou para janeiro de 2016 o lançamento de uma minissérie em quadrinhos com 4 edições intitulada Faith. A grande novidade dessa revista fica por conta de sua personagem principal, que é uma heroína plus-size.

Apesar de recentes avanços em suas temáticas, as histórias em quadrinhos ainda são um meio predominantemente masculino, com boa parte de seus profissionais e personagens importantes sendo homens. As mulheres, quando não são retratadas como parceiras, assistentes ou namoradas dos heróis, ainda são extremamente sexualizadas, com corpos no padrão esbelto e trajes colados e minúsculos.

E é exatamente por isso que a iniciativa da Valiant é tão importante! Ao trazer para os holofotes uma super-heroína plus-size e fora dos padrões de beleza, faz com que mais pessoas sintam-se representadas pelos quadrinhos e tenham referenciais positivos.

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(Publicado originalmente no Contraversão em 04/10/2011)


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Com poderes muito acima dos meros seres humanos, muitas vezes os super-heróis perdem a noção e ultrapassam os limites que consideramos aceitáveis. Nesses casos a polícia não tem poder e nem equipamento para fazer frente a eles. Mas, para isso, podemos contar com o “caçador de super-heróis” (ou “matador de capas”, como é conhecido) Marshal Law!

Criado em em 1987 por Pat Mills e Kevin O’Neill e publicado pela editora inglesa Epic Comics, Marshal Law é na verdade Joe Gilmore, um soldado estadunidense que teve seu corpo geneticamente modificado ao participar de uma operação do exército na América do Sul conhecida com “A Zona”.  A experiência tinha como objetivo criar soldados que não sentissem dor, mas teve como efeito colateral a perda total da empatia humana dos envolvidos. Sem sentir medo ou até mesmo pena, estes soldados cometeram as maiores atrocidades possíveis.

Isso provocou em Gilmore um profundo desprezo por qualquer um que possuísse superpoderes. O governo dos EUA percebeu essa tendência e tornou o soldado um vigilante licenciado para deter qualquer ser super poderoso que saísse da linha. Mascarado, pesadamente armado e desnecessariamente violento, Gilmore se tornou Marshal Law e provoca nos outros a dor que ele mesmo não pode mais sentir. Além de imunidade à dor, Marshal Law tem super força e resistência acima do normal.

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(Publicado originalmente em Contraversão em 12/02/2012)

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Apesar do Superman e Batman serem amigos de longa data, eles não concordam em tudo que fazem. E não é preciso ser um gênio para entender o porquê disso. O Superman é cheio de superpoderes, otimista, não usa máscara, é visto como bom moço e atua em uma cidade com ar futurista onde “sempre” é dia. Já o Batman é exatamente o oposto em todos os aspectos. Um ser humano comum, sem poderes, soturno, com um uniforme que inspira terror nos criminosos e sua base de operações é um cidade de aspecto gótico onde “sempre” é noite. E quando dois heróis se desentendem, a única solução que eles encontram é trocar sopapos.

Aparentemente o Homem de Aço tem uma imensa vantagem sobre o Morcego, mas é o defensor de Gotham City que tem mais vitórias no placar. Aliando sua altíssima inteligência com recursos bem empregados, Batman consegue explorar as fraquezas físicas e morais do Superman e assim acaba por derrotar o Azulão na maior parte das vezes.

O combate mais icônico entre os dois foi retratado por Frank Miller em Batman: o Cavaleiro das Trevas. Em uma história em um futuro alternativo, um idoso Bruce Wayne deixa a aposentadoria de lado e volta a atuar como Batman. Isso vai de encontro aos interesses dos poderosos do país e o Superman é escalado para conversar com Homem-Morcego para fazê-lo mudar de ideia. Mas como Bruce Wayne não é alguém conhecido por voltar atrás em suas decisões, só resta o combate físico.

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Um menino curioso demais

Publicado: 20 de março de 2015 em Quadrinhos
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(Originalmente publicado no Blog da Martins Fontes Paulista em 05/06/2011)

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Titeuf é o típico “menino da escola”. Extremamente curioso, vive querendo saber os “porquês” da coisas. Nada fora do normal, se ele não se interessasse principalmente sobre assuntos envolvendo sexo e nunca entendesse as explicações que lhe são dadas!

Criação do francês Zep, o curioso menino já é comparado a personagens de sucesso como Asterix, Tintim, e Smurfs. Com 15 álbuns publicados em mais de 25 países, a V&R Editoras publicou Brasil os dois primeiros álbuns das desventuras deste personagem famoso por apresentar uma visão ingênua sobre temas do universo adulto: Deus, sexo e os suspensórios, O amor é nojento e Do que elas gostam…

Com mais de 20 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, as histórias de Titeuf aproximam o leitor de temas atuais e delicados, como AIDS e aborto. Tudo de maneira divertida e bem humorada mas sem subestimar o leitor ou menosprezar os assuntos tratados.

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(Publicado originalmente no Blog da Fnac em 04/04/2013)

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Nos anos 1980, as histórias em quadrinhos eram vistas como produtos exclusivamente voltados para o público infantil e ninguém acreditava que super-heróis pudessem protagonizar histórias maduras. Algumas tramas mais densas foram produzidas desde os anos 1970, mas, no imaginário geral, quadrinhos de heróis eram “coisa de criança”.

O Batman era um dos personagens que mais sofria com este estereótipo. Graças ao sucesso imenso do seriado dos anos 1960, os quadrinhos se viram obrigados a seguir o mesmo estilo. Cores berrantes, atuações caricatas, tramas simples e armadilhas mortais eram comuns nas páginas das HQs do Homem-Morcego.

Houve uma tentativa por parte da DC Comics de recuperar a imagem sombria do Batman. A dupla Neal Adams (desenhos) e Dennis O´Neil (texto) trouxe de volta conceitos maduros e desenhos mais realistas, mas foi só com Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, que o personagem foi redefinido. Esta obra é considerada um marco na carreira de Miller e um ponto de virada na história não apenas do Batman, mas dos quadrinhos como um todo.

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O recente anúncio do reboot na cronologia da DC Comics fez explodir mais uma vez na minha timeline do Twitter a velha rixa entre Marvetes (fãs da Marvel Comics) e Dcnautas (fãs da DC). Se você acha que o futebol é algo que leva as pessoas a discutirem um assunto aparentemente inútil por horas, deveria acompanhar essa briga mais de perto, já que ela é muito pior.

Primeiro porque estes “times” enfrentam-se há anos em um embate que nunca vai acabar, umas vez que estamos falando de produtos de um ramo da Indústria Cultural calcados na eternidade de suas histórias. Segundo porque não temos dados concretos para quantificar quem é a melhor editora entre as duas, ao contrário dos placares de jogos de futebol, e então toda a discussão se baseia na subjetividade dos fãs de ambos os lados.

Mas quais são as diferenças concretas entre as duas maiores editoras de histórias em quadrinhos de super-heróis? Eu resumo assim: a Marvel é “modinha” e a DC é “icônica”.

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