Posts com Tag ‘rock’

5.1.2

Não sei precisar quando o rock adentrou o meu lar. Lembro que quando tinha uns 14 anos, meu pai, começou a gostar de guitarrista do Gun’n Roses, o Slash. Ele vivia ouvindo Rádio Cidade (pagode, sertanejo e pop nacional em geral) e cismou que aquele cabeludo de cartola era o melhor do mundo. Como ele ouviu a banda, sabia quem era o guitarrista e quais eram os critérios de um bom guitarrista são mistérios para mim até hoje. Desconfio que tenha a ver com a MTV.

Então meu irmão do meio apareceu com uma fita do Appetite for Destruction e ele ouvia direto, mas confesso que não me encantou muito. Talvez um dos motivos seja porque o primeiro fora que eu tinha levado em um bailinho de garagem na vida foi ao som de Patience, da mesma banda. Tudo bem que na época isso tinha rolado a mais de um ano, mas mesmo assim me afetava.

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Daqui até a Eternidade

Publicado: 5 de abril de 2016 em Música
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(Publicado originalmente no Blog da Fnac em 02/04/2013)

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Agenor de Miranda Araújo Neto não respondia a chamada em seus primeiros dias de aula. Desde antes de seu nascimento, só se referiam à criança pelo seu apelido: Cazuza. E foi assim que este compositor, cantor, poeta e escritor ficou famoso.

Filho de um produtor musical, Cazuza cresceu entre grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, entre outros. Com isso, desenvolveu logo cedo um gosto por músicas melancólicas de artistas como Cartola e Noel Rosa. Aos sete anos já escrevia seus primeiros poemas e letras de músicas.

De férias em Londres aos 14 anos, tomou gosto pelo rock ao conhecer as músicas de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones. Após ingressar em uma faculdade de comunicação, passa a frequentar a zona boêmia do Rio de Janeiro. Em uma viagem aos EUA, encantou-se com a literatura beat e seu mundo de sexo, música, drogas e viagens. Estava formado o caldeirão de influências artísticas e culturais que Cazuza levaria para a vida.

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(Publicado originalmente no Blog da Fnac em 16/03/2013 e republicado aqui com algumas alterações)

Dia 17 de março é comemorado o Dia de São Patrício (ou Saint Patrick´s Day, no original em inglês). Provavelmente o dia santo mais comemorado do mundo, passou de uma simples celebração da cerveja para festivais que podem durar até cinco dias.

A história de São Patrício nos conta que ele se chamava Louis Andrew e nasceu na Bretanha do século IV. Filho de uma família rica e tradicional, logo cedo tornou-se diácono na Igreja Católica. Aos dezesseis anos, foi raptado por piratas irlandeses e deixado na Irlanda como escravo. De acordo com relatos do próprio Patrício, conseguiu escapar seguindo orientações de Deus e retornou a Bretanha, onde entrou para o Mosteiro de Ésir.

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Anos depois, já era bispo e recebeu outro chamado divino. Desta vez, teria que regressar a Irlanda para evangelizar a população da ilha. Faleceu dia 17 de março de 461, após mais de 30 anos de evangelização.

O primeiro festival em homenagem ao santo irlandês ocorreu em 1996. Como São Patrício usava de um trevo de três folhas para explicar a Santíssima Trindade aos irlandeses, é tradição todos se vestirem com algo verde. É comum também roupas ou imagens de leprechauns, uma criatura do folclore irlandês, conhecida como guardiã de tesouros.

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(Publicado originalmente em Budweiser em 06/03/2015)

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Guitarrista e compositor britânico, Steve Hackett, ficou conhecido após sua passagem pela banda de rock progressivo Gênesis. Também foi um dos fundadores do GTR, em 1986, um grupo que reuniu diversos músicos progressistas. O único disco do GTR, com o mesmo nome da banda, chegou a ocupar a 11° posição na Billboard 200 dos EUA

O GTR acabou em 1987 e Hackett deu início à sua carreira solo. Seus álbuns trazem elementos de música clássica, acústica e blues. Em suas apresentações ao vivo, além das composições de sua carreira solo, também são apresentadas diversas músicas de sua passagem pelo Gênesis: “I know what I like”, “The musical box”, “The lamb lies down on Broadway”, “Firth of fifth” e “Supper’s ready”.

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Mesmo durante sua passagem como baterista do Nirvana, um dos principais ícones do estilo grunge, Dave Grohl já mostrava seus vários talantos. O então baterista compôs algumas músicas que chegaram a ser lançadas sob o pseudônimo Late!, em 1992, no álbum Pocketwtach, mas nunca foram divulgadas como suas.

Com a morte de Kurt Cobain e o fim do Nirvana em 1994, Grohl pensou seriamente em encerrar sua carreira musical, mas preferiu expressar seu pesar gravando composições com seus sentimentos. O resultado foram diversas faixas prontas em uma única semana, com o artista gravando todos os instrumentos. Grohl resolveu lançar uma demo do trabalho com o nome de Foo Fighters,  expressão que faz referência ao termo usado por aviadores da Segunda Guerra mundial para descrever fenômenos aéreos não identificados,  ou OVNIS. Com o novo nome, Grohl esperava que todos pensassem que se tratava de uma banda nova,  ao invés de “um novo trabalho do ex-baterista do Nirvana”.

A demo chamou a atenção das gravadoras e acabou se tornando o primeiro trabalho oficial do Foo Fighters, lançado com o mesmo nome, em 1995. Para divulgar as músicas do álbum ao vivo, Grohl montou uma banda completa, chamando o guitarrista Pat Smear, o baixista Nate Mendel e o baterista William Goldsmith. Com esta formação, o Foo Fighters fez cerca de 190 apresentações em um ano.

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